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Raquel brinca o São João sem descascar o abacaxi da sua chapa

  • Brito
  • há 2 horas
  • 4 min de leitura

Em meio à maior festa popular de Pernambuco, o São João, a movimentação não acontece apenas nos arraiais. A política também entrou no ritmo das festividades e o que se percebe é uma intensa movimentação em todo o Estado. De um lado, João Campos (PSB), após voltar a aparecer à frente de Raquel Lyra (PSD) nas pesquisas, demonstra força, mobilização e vitalidade política.


Do outro, a governadora parece ter sentido uma ducha fria, especialmente após a declaração do presidente Lula em apoio ao seu principal adversário. Mas a eleição tem outro componente fundamental: o Senado. Neste ano, estarão em disputa duas vagas, o que torna essencial a formação de um time forte e competitivo.


Assim, a Frente Popular larga na frente. Depois de Lula deixar claro qual é o seu time em Pernambuco, João Campos fortalece seu campo político com Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) na disputa ao Senado, com Carlos Costa (Republicanos), irmão do ex-ministro Sílvio Costa Filho, na vice.


Um grupo com capacidade de articulação política e mobilização popular. Do outro lado, a governadora esboçou alguma reação, mas sua chapa ainda transmite um cenário de desarranjo. Até o momento, a única definição parece ser a sua própria candidatura à reeleição. Primeiro, tentou uma aproximação com Lula e acabou recebendo uma sinalização negativa.


Depois, evita se vincular ao candidato do seu partido, o PSD, Ronaldo Caiado, enquanto também busca aproximação com Flávio Bolsonaro (PL). Na tentativa de ampliar seu campo político, convocou Túlio Gadelha, agora no PSD e tradicionalmente associado a setores progressistas, para fazer uma ponte com parte do eleitorado de esquerda.


No entanto, o que se viu foi o próprio Túlio buscando aproximação com a direita. Também permanece indefinida a escolha do segundo nome para o Senado, com pelo menos quatro postulantes sendo cogitados. Nos bastidores, já há quem considere que até mesmo o nome de Túlio possa acabar sendo retirado da disputa.


Por enquanto, o que existe, na verdade, é muito forró, muito São João e ainda vem o São Pedro. Até a eleição, ainda há muita sanfona para tocar sem que Raquel resolva o abacaxi da sua chapa, que não será nada fácil de descascar.


DUDU, O NOME DA FEDERAÇÃO – Raquel foi ao tradicional forrobodó dos Coelho na casa do ex-senador Fernando Bezerra Coelho prometendo confirmar o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB) como um dos candidatos ao Senado na sua chapa, mas driblou o clã. Não deu um pio sobre o assunto, até porque o fechamento dessa equação não depende dela, mas da Federação Progressista, que marcou para o próximo dia 29 uma reunião da sua cúpula para bater o martelo. Como Miguel só tem três votos entre os que têm poder de decisão, assistirá, sem reação, a federação anunciar que o candidato ao Senado será o deputado Eduardo da Fonte, mais conhecido como Dudu da Fonte.


Lavando as mãos – Miguel tem dito que, perdendo a queda de braço para Dudu, recorrerá a instância nacional da Federação, mas os estatutos e as regras que uniram PP e União Brasil são muito claras: leva quem tiver maioria. Caciques nacionais, o senador Ciro Nogueira e Antônio Rueda, presidentes do PP e UB, respectivamente, já disseram que nos Estados vão respeitar as regras do jogo: leva quem tiver a maioria dos delegados estaduais. Pelo visto, neste caso, Miguel não leva no grito.


Reflexo zero – A nova pesquisa do DataFolha do último fim de semana não captou por completo o efeito dos desdobramentos da 9ª fase da operação Compliance Zero, que mirou o líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). O levantamento foi a campo entre os dias 17 e 18, no mesmo período que a Federal fez a operação tendo o senador baiano como alvo. Foram ouvidos 2.004 eleitores, com mais de 16 anos, em todo o país.


Federal faz investigação – A Polícia Federal investiga se Jaques Wagner atuou na Casa Alta a favor do Banco Master, fundado por Daniel Vorcaro. Agentes da corporação apreenderam US$ 55.175 e 33.500 euros em endereços ligados ao senador em Brasília e na Bahia. A pesquisa aponta um cenário estável para a próxima disputa presidencial. Lula (PT) aparece na liderança com 41% das intenções de voto, mantendo a vantagem em relação a Flávio Bolsonaro (PL), que registra 31%. Ambos os candidatos permanecem como os mais competitivos, indicando uma provável disputa em segundo turno.


Empate no segundo turno – Na simulação de segundo turno, o líder alcança 47% das intenções, contra 43% do adversário, configurando um empate técnico. O atual presidente também mantém vantagem contra outros possíveis concorrentes, como governadores de estados importantes, consolidando sua posição. Em um cenário mais amplo, outros nomes aparecem com percentuais menores. Na pesquisa espontânea, o atual presidente é o mais lembrado, enquanto os dois principais candidatos também concentram os maiores índices de rejeição entre os eleitores.


CURTAS


AVALIAÇÃO – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu reduzir para 38% a sua avaliação negativa (ruim ou péssima) — um ponto porcentual a menos do que no último levantamento —, mas manteve os patamares de aprovação (ótimo e bom) em 32%, segundo o levantamento do DataFolha.


ESTABILIDADE – Outros 29% avaliam como regular a gestão petista e 1% não soube responder à pesquisa. O resultado demonstra estabilidade do governo federal, que preservou os mesmos patamares da última pesquisa divulgada no dia 13 de maio deste ano.


TEBET NO PODCAST – Devido ao duplo feriado do São João amanhã e quarta, o podcast Direto de Brasília desta semana, parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras no Nordeste, só irá ao ar na próxima quinta-feira. A convidada é a ex-ministra Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado em São Paulo.


Perguntar não ofende: Na indefinição de Raquel para o Senado, quem dança: Miguel ou Dudu da Fonte?


Fonte: Blog do Magno Martins.

 
 
 

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Brito

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