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Projeto inclui educação sobre proteção animal nos currículos das escolas brasileiras

Brito
22 de out. de 2024
2 min de leitura

Tavares: medida é ferramenta poderosa para prevenir maus-tratos


O Projeto de Lei 2746/24 inclui a educação sobre proteção animal como disciplina obrigatória no currículo da educação básica das escolas públicas e particulares do Brasil. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.


O autor do projeto, deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), argumenta que a educação em proteção animal promove valores éticos e de responsabilidade e uma sociedade mais justa.


“Trata-se de uma ferramenta poderosa para prevenir maus-tratos e abandono. Quando crianças e jovens compreendem as consequências negativas dessas ações para os animais e a sociedade, eles se inclinam a agir de forma compassiva e responsável”, afirma o parlamentar.


O bem-estar animal, lembra ainda Tavares, está diretamente relacionado à saúde pública. “Animais bem cuidados e mantidos em ambientes apropriados ajudam a prevenir zoonoses, que são doenças transmissíveis entre animais e humanos.”

Conteúdo programáticoPelo texto, o conteúdo programático mínimo da disciplina deverá conter:

  • direitos dos animais e legislação vigente;

  • importância do bem-estar animal;

  • práticas de proteção e cuidado com animais domésticos e silvestres;

  • impactos do abandono e maus-tratos de animais;

  • conservação de espécies ameaçadas;

  • ética e responsabilidade no trato com animais; e

  • adoção e guarda responsável de animais.


Capacitação

Caberá ao Ministério da Educação desenvolver programas de capacitação continuada para professores.


O governo federal poderá ainda incentivar parcerias com organizações de proteção animal, instituições de ensino superior e entidades privadas para apoiar a implementação e o desenvolvimento da educação em proteção animal nas escolas.


O que já está no currículo

Atualmente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) estabelece que os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem abranger obrigatoriamente:

  • o estudo da língua portuguesa e da matemática;

  • o conhecimento do mundo físico e natural; e

  • da realidade social e política, especialmente do Brasil.

A integralização curricular pode incluir temas transversais.

O projeto de Marcos Tavares não altera nenhuma legislação existente.


Próximos passos

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.


Reportagem – Noéli NobreEdição – Natalia Doederlein


Fonte: Agência Câmara de Notícias.

 
 
 

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Brito

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