top of page
Buscar

Possível filiação de Marília Arraes no PDT coloca alianças de 2026 em xeque

  • Brito
  • há 11 horas
  • 2 min de leitura

Reprodução/Instagram de Marília Arraes

 

As recentes articulações do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, colocaram o futuro político da ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade) no centro das atenções em Pernambuco. Em declarações à Folha de S.Paulo no último domingo (22), o dirigente confirmou que a legenda busca filiar Marília com o objetivo de viabilizar sua candidatura ao Senado.


A movimentação, no entanto, introduz uma variável complexa no tabuleiro eleitoral: embora o PDT priorize a aliança com o prefeito do Recife João Campos (PSB), a legenda não descarta uma aproximação com o palanque da governadora Raquel Lyra (PSD), o que poderia redefinir as frentes de apoio no estado.


Essa potencial mudança de partido de Marília ocorre em um momento de estabilidade na relação com seu primo e pré-candidato a governador. Após os embates acalorados na eleição municipal de 2020, os dois parlamentares reconstruíram pontes políticas e pessoais. A proximidade é visível nas agendas oficiais e em eventos privados, como o casamento de João com a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), realizado no último sábado na Praia dos Carneiros, onde Marília e seu marido, o médico André Cacau, estavam entre os convidados.


Apesar da sintonia familiar, a engenharia política para 2026 impõe desafios práticos. O grupo liderado pelo PSB possui um número elevado de aliados interessados nas duas vagas para o Senado, o que dificulta a garantia de um espaço exclusivo para Marília. É nesse cenário que o PDT de Carlos Lupi avalia todas as composições possíveis para assegurar a competitividade da ex-deputada.


Mesmo que Marília tenha mantido uma postura de oposição ferrenha à gestão de Raquel Lyra desde a derrota no segundo turno de 2022, uma aliança partidária sob a chancela do PDT poderia forçar uma nova readequação de seu discurso. Marília e Raquel protagonizaram uma eleição acirrada pelo poder do Palácio do Campo das Princesas.


Carlos Lupi indicou que o caminho natural do PDT é seguir com João Campos, mas a prioridade da legenda é garantir que Marília tenha condições reais de disputa majoritária. Se o palanque socialista não oferecer essa segurança devido ao excesso de postulantes, o partido pode buscar diálogo com a governadora, ainda que a ex-deputada demonstre resistência a essa possibilidade. O desfecho dessas conversas definirá se a união entre os Arraes permanecerá intacta nas urnas ou se as exigências partidárias por espaço no Senado levarão a caminhos distintos.


Fonte : LeiaJa.

 
 
 

Comentários


Brito

São Lourenço da Mata - PE

©2024 por Brito. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page