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Partidos desenham estratégia para eleição de outubro

  • Brito
  • há 7 horas
  • 4 min de leitura

Com a proximidade das eleições de outubro, partidos começam a traçar estratégias na construção de alianças e projetos políticos. É o caso do Partido Progressista, Cidadania e o PDT. As legendas estudam estratégias e mantêm o diálogo com lideranças políticas.


PP

O Partido Progressista (PP) reafirmou o apoio à governadora Raquel Lyra (PSD) e sinalizou que poderá estar no palanque da gestora nas eleições deste ano. A informação foi comunicada por meio de nota enviada à imprensa. O partido chegou a marcar um encontro ontem para definir seu posicionamento do pleito de outubro, mas o presidente da legenda em Pernambuco, deputado federal Eduardo da Fonte (PP), acabou cancelando o compromisso ao alegar que precisava viajar para Brasília.


Em seguida, o partido divulgou uma nota e declarou que a reeleição de Raquel Lyra será “construída a quatro mãos, em parceria com a legenda” e ainda lembrou que a relação com a governadora teve início no segundo turno da eleição de 2022. Contudo, a agremiação pondera que há uma federação sendo formada com o União Brasil (UB), prevista para ser homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda em março, passando a ser chamada de União Progressista.


A composição deverá garantir a maior estrutura partidária do país, que somará 109 deputados federais, 14 senadores e 1.300 prefeitos. O grupo deverá ser conduzido por Eduardo da Fonte, como foi reforçado na nota. “Em Pernambuco, a presidência da Federação ficará sob comando do deputado federal Eduardo da Fonte, o que foi previamente colocado no estatuto”, consta num trecho do documento.

 

A decisão, anunciada sem a realização de reunião, veio após conversas entre o deputado federal Eduardo da Fonte e a governadora Raquel Lyra (PSD). Pouco antes do Carnaval, os dois teriam se encontrado no Palácio do Campo das Princesas para dialogar sobre o apoio da sigla, de acordo com informações de bastidores.


A gestora teria cobrado um posicionamento do líder progressista, que estabeleceu o dia de ontem como data para reunir os membros do partido para discutir o assunto. O parlamentar, no entanto, estaria avaliando todos os cenários para apostar na candidatura que tem mais musculatura para vencer a eleição, incluindo a do possível opositor da governadora Raquel Lyra nas urnas: o prefeito do Recife, João Campos (PSB).


Eduardo da Fonte já indicou o interesse de ser candidato a uma das duas vagas do Senado Federal que estarão disponíveis para Pernambuco na eleição deste ano. O deputado, no entanto, teria mostrado resistência nos últimos dias após a governadora admitir que vem tendo conversas com o ex-prefeito de Petrolina e presidente do União Brasil, Miguel Coelho.


Coelho também manifestou o desejo de ter candidatura ao Senado, mas vinha num alinhamento com João Campos, para disputar pela chapa do socialista. Raquel Lyra teria oferecido as duas vagas para Eduardo da Fonte e Miguel Coelho, o que gerou contrariedade do líder do PP, que avalia disputar o mesmo eleitorado que Coelho, de acordo com fontes ligadas a Eduardo.


Cidadania

A Executiva nacional do Cidadania, presidida por Roberto Freire, realizou uma intervenção no diretório estadual do partido na última sexta-feira (20) e destituiu o então presidente da sigla em Pernambuco, Cláudio Carraly. Dessa forma, a legenda voltou a ser comandada por João Balthar Freire, filho de Roberto. Ele é presidente da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), e, portanto, alinhado à governadora Raquel Lyra.


Carraly defendia que o partido caminhasse com o prefeito João Campos. No entanto, a validação da decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que reconduziu Roberto Freire à presidência nacional do partido mudou o rumo da legenda no estado. Antes, o Cidadania estava sendo comandado por Comte Bittencourt, que se reuniu com João Campos e costurava aliança entre os partidos.


Cláudio Carraly repudiou a ação, que considerou “ilegal, desrespeitosa e incompatível com a trajetória histórica” da agremiação. Ele anunciou que tomará medidas judiciais para reverter a decisão que mudou a trajetória da sigla.


PDT

O presidente do PDT e ex-ministro da Previdência Social do Governo Lula, Carlos Lupi, indicou as estratégias estudadas pelo partido nas eleições de outurbo. Segundo a a coluna Painel, da Folha de São Paulo, o dirigente avalia apoiar tanto a reeleição da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), quanto um eventual projeto do prefeito do Recife, João Campos nas eleições estaduais. Além disso, a sigla busca garantir uma vaga no Senado com uma possível filiação da ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade), que apoia o projeto da Frente Popular do prefeito da Capital.


De acordo com Carlos Lupi, a prioridade do PDT seria compor a eventual chapa majoritária do prefeito do Recife com o nome de Marília Arraes para a Casa Alta. Neste caso, a ex-deputada faria uma dobradinha com o também pré-candidato ao Senado Humberto Costa (PT), na leitura do dirigente.


No entanto, em meio a um cenário que conta com o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), e do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), nomes que também podem estar na chapa da Frente Popular de Pernambuco, Carlos Lupi afirma que o PDT pode optar por um plano B e apoiar Raquel Lyra nas eleições para o governo do estado em Pernambuco.


“Se ela (Marília Arraes) está vindo para o partido para concorrer ao Senado, preciso de uma composição que garanta isso. Por isso, podemos evoluir para o apoio à Raquel, caso haja necessidade. Não é a hipótese favorita, mas pode acontecer", admitiu Carlos Lupi, em entrevista à coluna da Folha de São Paulo.


Fonte : Blog da Folha de PE.

 
 
 

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Brito

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