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Partidos com ministérios ajudaram a derrubar veto de Lula à dosimetria

  • Brito
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Partidos que compõem ministérios no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contribuíram para a derrubada do veto do petista ao Projeto de Lei (PL) da Dosimetria. A votação dessa quinta-feira (30/4) ampliou a lista de derrotas de Lula no Legislativo e aprofundou o descompasso entre governo e Congresso.


Levantamento feito pelo Metrópoles mostra que sete partidos contemplados com ministérios votaram a favor do PL que reduz penas dos condenados pelos atos de 8/1 e que também pode favorecer o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O veto do presidente foi derrubado com 318 votos favoráveis na Câmara dos Deputados e 49 no Senado.


O levantamento leva em consideração partidos que atualmente comandam pastas e também aqueles que deixaram a Esplanada dos Ministérios até o prazo final para desincompatibilização, no dia 4 de abril, quando alguns ministros deixaram os postos para disputar as eleições de outubro.


Partidos com ministérios que votaram para derrubar veto

O Partido Social Democrático (PSB), partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, constituiu uma aliança com o petista desde a campanha eleitoral de Lula em 2022. Apesar da parceria no Palácio do Planalto, a legenda foi uma das que divergiu em votos durante apreciação do Congresso Nacional ao PL da Dosimetria.


Um deputado e três senadores do partido votaram a favor da derrubada do veto de Lula. Além da vice-presidência, o PSB comanda o Ministério da Micro e Pequena Empresa, agora chefiado por Paulo Pereira — indicação do comando nacional da sigla.


O Partido Democrático Trabalhista (PDT) comanda o Ministério da Previdência, com Wolney Queiroz. Antes dele, o presidente da sigla, Carlos Lupi, também chegou a chefiar a pasta — ele deixou o posto em meio ao escândalo de desvios e fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).


O PDT chegou a ensaiar um rompimento com o governo após a saída de Lupi, anunciando inclusive que passaria a ser independente na Câmara. Neste ano, a direção nacional da sigla já sinalizou que deve apoiar a campanha de Lula à reeleição. Na Câmara, o partido deu oito votos pela manutenção do veto e outros dois pela derrubada. No Senado, foram dois votos pela permanência do veto à dosimetria.


Centrão divergiu em votos

Embora se posicione como um dos principais partidos do Centrão e acumule divergências com o governo Lula, o União Brasil também foi uma das siglas com ministérios que divergiu em votos, tendo dois senadores e 40 deputados que votaram a favor da derrubada do veto de Lula — apenas quatro deputados do União votaram pela permanência do veto.


A sigla, no início deste terceiro mandato, chegou a comandar três pastas na Esplanada dos Ministério. Entre os ministérios, o do Desenvolvimento Regional e das Comunicação, que são chefiados por pessoas indicadas por Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado e apontado como um dos precursores da derrota histórica de Lula na rejeição à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).


Também é atribuído ao União Brasil o comando do Ministério do Turismo. Deputados federais do União Brasil e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), foram responsáveis por indicar o atual ministro, Gustavo Feliciano.


Outro partido que divergiu na apreciação do PL no Congresso Nacional foi o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). A legenda foi alocada na Esplanada dos Ministérios como mais um aceno de Lula ao Centrão e, assim como o União Brasil, também foi favorecido com pastas na gestão Lula.


Entre elas o Ministério dos Transportes, que era comandado por Renan Filho, e o Ministério das Cidades, chefiado por Jader Barbalho. Ambos deixaram os postos para concorrer a cargos nas eleições de outubro.


O Progressistas (PP) e o Republicanos comandavam os ministérios dos Esportes (André Fufuca) e de Portos e Aeroportos (Silvio Costa Filho), respectivamente. Os dois também pediram demissão para disputar as eleições. Na análise do veto de Lula, as duas siglas deram 11 votos pela derrubada e apenas um voto pela manutenção no Senado. Na Câmara, foram 74 votos pela derrubada e 4 pela manutenção.


Enquanto chefiava o Ministério dos Esportes, Fufuca chegou a protagonizar um embate com a cúpula do PP pela permanência dentro da gestão petista.


Comandado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), o partido anunciou um desembarque do governo Lula em setembro de 2025. Na ocasião, o União Brasil também fez o mesmo movimento. André Fufuca chegou a ser afastado das funções dentro do partido para seguir à frente do ministério.


Fonte : Portal Metrópoles.

 
 
 

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Brito

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