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Paraíba tem uma vaga em aberto para o Senado

  • Brito
  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

A pesquisa DataTrends para o Senado na Paraíba traz uma constatação evidente e outra ainda em construção. A evidente é a liderança do ex-governador João Azevêdo, que aparece com 31% das intenções de voto e larga em posição privilegiada na corrida por uma das duas cadeiras que estarão em disputa em 2026. Depois de dois mandatos à frente do Governo do Estado, João colhe os dividendos da elevada exposição administrativa e da presença constante no debate público paraibano. Mais do que um simples desempenho eleitoral, seu percentual demonstra que ele consegue reunir, neste momento, um eleitorado que ultrapassa as fronteiras tradicionais do seu grupo político. Em uma eleição de alcance estadual, essa capacidade de dialogar com diferentes segmentos costuma ser decisiva para a consolidação de uma candidatura ao Senado.


A segunda constatação, porém, é a que realmente movimentará a política paraibana nos próximos meses. Se a primeira vaga parece caminhar para uma disputa com um favorito bem definido, a segunda permanece completamente aberta. O senador Veneziano Vital do Rêgo ocupa atualmente a posição mais confortável nesse cenário, com 25%, mas sua vantagem ainda não é suficiente para afastar a concorrência. Marcelo Queiroga, com 12%, e Nabor Wanderley, com 11%, aparecem em uma faixa que permite crescimento ao longo da campanha. Ambos possuem ativos políticos importantes. Queiroga tende a disputar o eleitorado identificado com a direita e o bolsonarismo, enquanto Nabor conta com a força de uma estrutura política consolidada no Sertão e com a influência regional construída ao longo dos anos. A distância que hoje separa esses nomes pode diminuir à medida que a campanha ganhe intensidade e as alianças sejam definidas.


Outro aspecto relevante é que a fotografia apresentada pela pesquisa ainda reflete um cenário de conhecimento desigual entre os candidatos. João Azevêdo e Veneziano carregam uma trajetória estadual consolidada, enquanto outros concorrentes ainda dependem de uma maior exposição para ampliar suas bases eleitorais. Historicamente, eleições para o Senado costumam sofrer alterações significativas durante a campanha, sobretudo quando há duas vagas em disputa. O eleitor muitas vezes vota de forma diferente para cada cadeira, combinando candidatos de grupos distintos ou alterando sua escolha conforme o debate político evolui. Por isso, embora a liderança de João pareça consistente, a definição da segunda vaga tende a ser influenciada por fatores que ainda estão em formação, como apoios partidários, desempenho na campanha e capacidade de mobilização regional.


O dado que mais chama atenção, portanto, não é apenas quem lidera, mas o espaço que ainda existe para mudanças. Os percentuais de eleitores indecisos e daqueles que não escolheram nenhum dos nomes apresentados mostram que uma parcela importante do eleitorado permanece disponível para ser conquistada. Em um ambiente político cada vez mais dinâmico, essa reserva de votos pode redefinir posições e alterar expectativas. Hoje, a pesquisa aponta João Azevêdo como o nome mais próximo de uma das cadeiras do Senado. Mas, ao mesmo tempo, sinaliza que a verdadeira batalha de 2026 poderá acontecer em torno da segunda vaga, onde a disputa permanece aberta e sem favoritos absolutos.


Dobradinha sólida – A relação entre o governador Lucas Ribeiro e seu antecessor João Azevêdo mostra que há espaço para consolidação do projeto de ambos. A chapa governista na Paraíba tem também Nabor Wanderley como segundo nome para o Senado. Este último terá mais dificuldades mas tentará se alavancar pela força dos outros dois majoritários e também do seu filho, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

Veneziano – Em busca da reeleição para o Senado, Veneziano Vital está bem posicionado na segunda vaga. Ele será o nome da chapa do ex-prefeito Cícero Lucena. Ambos são filiados ao MDB.


Queiroga – O ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, é a aposta do PL para a disputa. Ele foi candidato a prefeito de João Pessoa e chegou ao segundo turno, hoje quer ser candidato ao Senado na chapa de Efraim Filho.


Curiosidade – Até o final do prazo de filiação em abril, Cícero Lucena, Lucas Ribeiro e Efraim Filho integravam a federação União Progressista. Cícero deixou o PP e migrou para o MDB, enquanto Efraim trocou o União Brasil pelo PL. Lucas Ribeiro ficou com a federação, e terá apoio formal do PT, do PSB e do Republicanos.


Inocente quer saber – Quem terá melhores chances de se eleger na segunda vaga de senador na Paraíba?


Fonte : Blog do Edmar Lyra.

 
 
 

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Brito

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