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Os sinais da polarização em Pernambuco

Brito
22 de ago. de 2024
3 min de leitura

Não é de hoje mas de anos anteriores, um candidato quando não consegue sucesso nas eleições estaduais vira um player nas eleições municipais, justamente para reforçar posições na política visando campanhas futuras. Com a eleição de Raquel para o Governo de Pernambuco em 2022, esperava-se que nomes como Miguel Coelho e Anderson Ferreira virassem governistas e automaticamente nomes para vagas no senado. No entanto, o formato que a governadora montou o seu governo não permitiu este desenho. 


Como a política é muito dinâmica, Miguel e Anderson tomaram seus destinos e estão preparando terreno para às eleições estaduais de 2026 cada um ao seu modo. Anderson, com o comando do PL estadual já que goza da confiança do presidente nacional da legenda, Valdemar da Costa Neto e Miguel que conseguiu um folego e tanto ao se reaproximar do prefeito João Campos e é um nome hoje que já é considerado para comandar o União Brasil em Pernambuco.


Marília Arraes segue no comando do Solidariedade que também se aproximou do prefeito João Campos e hoje faz dobradinha na maioria esmagadora dos municípios com o PSB. A ex-deputada já tem em mente o seu plano para 2026 que é disputar o Senado Federal. Se isto será possível os próximos anos dirão. Já Danilo, é o único que não está tendo uma atividade política ativa devido a função de superintendente da Sudene. Ele tem se dedicado a algumas candidaturas em suas bases de apoio, mas algo bastante tímido.


O que todos, sem exceção estão acompanhando é o verdadeiro duelo que se levantou nessas eleições municipais que se tornaram uma verdadeira antecipação de 2026 entre a governadora Raquel Lyra e o prefeito João Campos. Praticamente hoje não existe espaço sequer para a construção de uma via alternativa fora desta polarização. Não é que não exista vontade, é que realmente falta espaço inclusive para o próprio PT que já tem dito que deseja disputar o Governo de Pernambuco em 2026.


Petrolina

Miguel Coelho tem se dedicado para reeleger Simão Coelho no comando da Prefeitura de Petrolina. O prefeito enfrenta lá um forte adversário que é o ex-prefeito Júlio Lóssio que já governou o município por dois mandatos consecutivos. Miguel tem um peso gigante na cidade e deve gastar parte de sua energia nesta eleição já que Petrolina é o berço político de seu grupo. 


Apoio

Na cidade de Petrolina, a governadora Raquel Lyra está apoiando a candidatura de Júlio Lossio justamente para fazer o contraponto ao grupo de Miguel que fez a opção de apoio ao projeto de João Campos. Com múltiplas candidaturas na cidade, o trabalho do grupo de Miguel é para encerrar o pleito já no primeiro turno enquanto a oposição trabalha para levar a disputa ao segundo turno.


Jaboatão

Já Anderson Ferreira está dedicado na reeleição de seu aliado Mano Medeiros tendo em vista que a cidade é onde está a força político do grupo dos Ferreiras. Mano Medeiros inclusive é o prefeito do seu partido, o PL.


Adversário

Já na cidade, o principal concorrente de Mano Medeiros é hoje o ex-prefeito Elias Gomes que é aliado de João Campos e caso haja um segundo turno na cidade de Jaboatão é bem provável que novamente vejamos mais uma vez uma polarização clara entre Raquel Lyra e João Campos.


Cabo eleitoral

Com um cenário extremamente favorável para o prefeito João Campos no Recife, o jovem socialista virou o cabo eleitoral preferencial de candidatos do PSB mas também de outros partidos a exemplo do PT, Republicanos e PDT. João Campos é presença em diversos materiais de campanha nas cidades onde reforça o seu apoio a candidatos do PSB e também já trabalha sua imagem visando o ano de 2026.


Eis a questão - Será que teremos segundo turno nas cidades de Caruaru, Jaboatão e Petrolina ou a eleição será decidida no primeiro turno?


Fonte: Blog do Silvinho.

 
 
 

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Brito

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