Operação da PF terá efeito colateral na chapa?
- Brito
- há 17 horas
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A operação deflagrada pela Polícia Federal e que teve como alvos integrantes da família Coelho — entre eles, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, o deputado federal Fernando Filho e o ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado Miguel Coelho — acendeu um sinal de alerta no ambiente político pernambucano. Mais do que o campo jurídico, o impacto imediato pode ser também eleitoral. A pergunta que passou a circular nas articulações é objetiva: haverá efeito colateral na montagem das chapas majoritárias para 2026?
Até então, o ex-prefeito de Petrolina era tratado como uma peça relevante no tabuleiro, sobretudo após a consolidação de uma das vagas ao Senado na chapa do prefeito do Recife, João Campos, com o senador Humberto Costa. O sertanejo surgia como uma das possibilidades de atração da Federação União Progressista, numa composição que buscaria ampliar a base e fortalecer o projeto eleitoral.
No campo governista, a governadora Raquel Lyra chegou a sinalizar a possibilidade de a Federação União Progressista ocupar duas vagas em sua chapa majoritária, incluindo o próprio líder petrolinense entre as alternativas. O gesto foi interpretado como um movimento claro de valorização de um grupo político com forte presença no Sertão e densidade eleitoral consolidada.
Com a repercussão da operação, o cenário passa a exigir novas avaliações. Resta saber se João e Raquel manterão essa lógica de composição ou se poderão reavaliar o espaço destinado à federação. Ao mesmo tempo, abre-se margem para um afunilamento natural das opções.
Nas articulações políticas, cresce a leitura de que a disputa poderá se concentrar entre o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e a ex-deputada federal Marília Arraes, que lidera as pesquisas e mantém forte competitividade eleitoral com João Campos, e a governadora buscando outras possibilidades.
VAZAMENTO – Anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, e reveladas pela Folha de São Paulo indicam que o PL já admite a possibilidade de o ex-prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira, não disputar o Senado em Pernambuco. Nos registros, o ex-ministro e deputado federal Mendonça Filho aparece como alternativa, enquanto o plano político do grupo passa por apoiar a governadora Raquel Lyra na eleição deste ano.
COLUNA ANTECIPOU – O vazamento das anotações do senador Flávio Bolsonaro, revelado pela Folha de São Paulo, confirmou uma informação já antecipada por este Blog sobre a movimentação do ex-ministro e deputado federal Mendonça Filho em direção à disputa pelo Senado em Pernambuco. Nos registros, o nome do ex-governador aparece como alternativa dentro do campo bolsonarista, reforçando as articulações que ele vem fazendo para consolidar seu espaço e integrar a chapa da governadora Raquel Lyra na eleição deste ano.
FRASE DO DIA: “Impossível não descartar o viés político”, disse nota conjunta de Miguel Coelho e Fernando Filho sobre a operação da Polícia Federal.
RÁPIDAS
NO PSD – O deputado federal Guilherme Uchoa Júnior decidiu se filiar ao PSD e já colhe os primeiros frutos, com o apoio do prefeito de Jaboatão, Mano Medeiros, à sua reeleição. Com o novo movimento e o reforço político, sua permanência na Câmara Federal passa a ser tratada como favas contadas.
RECADO DADO – O deputado federal Clodoaldo Magalhães reagiu ao movimento de Gilmar Júnior e mandou um recado direto: “no PV, só permanece quem estiver alinhado ao partido e ao apoio à governadora Raquel Lyra”, disse.
PINGA-FOGO: A quem os Coelhos creditam politicamente essa operação?
Fonte : Blog do Elielson.



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