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O primeiro grande erro de Marília

  • Brito
  • há 2 horas
  • 4 min de leitura

Em eleição para o Senado, suplente também é mensagem política. Humberto Costa (PT) foi buscar Luciano Bivar (MDB) para a primeira suplência. Ex-deputado federal e ex-presidente nacional do UB, Bivar é um nome com peso próprio, uma escolha que amplia a chapa e demonstra capacidade de articulação, além de trânsito nacional incontestável.


Mendonça Filho (PL) também não ficou apenas no preenchimento de uma vaga. Escolheu Adriana Ferreira, irmã de Anderson Ferreira, do seu partido, para a primeira suplência. É um nome ligado a uma família com forte presença política estadual e com uma trajetória de atuação junto a segmentos sociais e religiosos.


Eduardo da Fonte (PP), por sua vez, buscou para sua chapa um nome de maior confiança da governadora Raquel Lyra (PSD), reforçando a conexão política com o grupo que hoje comanda o Estado. Já Marília Arraes, líder das pesquisas, está em uma posição que exige mais do que estar à frente: exige demonstrar força, capacidade de articulação e poder de atração.


Mas, mesmo assim, escolheu para a primeira suplência um ex-vereador do Cabo de Santo Agostinho. Para a segunda, a esposa de um ex-prefeito de Ipubi. Não há aqui qualquer qualificação ou desqualificação pessoal. O problema é outro: o tamanho político da escolha.

Pernambuco tem prefeitos, ex-prefeitos, deputados, ex-deputados, lideranças empresariais, sociais, sindicais, religiosas e partidárias. Uma candidatura ao Senado que aparece na liderança deveria, em tese, ter capacidade de atrair nomes que ampliem sua força. Suplente não é decoração. É senador em potencial.


Por isso, a pergunta não é se os escolhidos têm qualidades pessoais, que certamente têm, mas se a escolha dá uma demonstração clara de saber ser líder política, líder nas pesquisas e na sua própria campanha. Falar não é tudo em política, é preciso mostrar-se capaz.


O que essas escolhas dizem sobre a capacidade de articulação de cada candidato? Humberto foi buscar um ex-deputado federal. Mendonça, a irmã de Anderson Ferreira. Eduardo da Fonte, um nome de confiança de Raquel Lyra. E Marília? Um ex-vereador do Cabo e a esposa de um ex-prefeito de Ipubi.


Em política, até escolha de suplente manifesta competência e compromisso. Quem não tem esses requisitos acaba inexoravelmente fazendo escolhas atabalhoadas e extravagantes.

IMPLOSÃO DA CHAPA – O senador Fernando Dueire (PSD) anunciou, ontem, no Recife, ao lado de um batalhão de prefeitos beneficiados com emendas e projetos do parlamentar, apoio formal ao senador Humberto Costa (PT), que disputa a reeleição na chapa da oposição, liderada pelo candidato do PSB a governador, João Campos. Como Miguel Coelho (UB), Dueire foi rifado pela governadora Raquel Lyra (PSD) no apagar das luzes do fechamento da chapa governista. Alimentou por um bom tempo expectativas para disputar a reeleição. Por confiar na promessa da governadora, não traçou um plano B, uma candidatura a deputado federal e, portanto, deve pendurar as chuteiras.


No colo de Raquel – Dueire sai de cena deixando um problemão no colo da governadora. Além de Humberto, que não integra a coligação oficial, deve optar também pela segunda candidatura ao Senado contrariando os planos da governadora: a postulação do deputado Mendonça Filho (PL), que ela já declarou não contar com o seu apoio, ao reiterar que seus candidatos são Túlio Gadelha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP). Se os prefeitos, mais de 40, segundo a assessoria do senador, seguirem também o mesmo caminho de Dueire, a governadora não vai conseguir conter a insatisfação dos seus dois candidatos oficiais ao Senado, porque, naturalmente, sofrerão um grande baque. Ninguém quer perder votos, sobretudo numa eleição difícil como se apresenta esta para o Senado.


Sem ser retrucado – Se a chapa implodir, a única culpada será a própria governadora, que demorou demais a costurar o entendimento. Perdeu as rédeas do processo no seu start por falta de habilidade e liderança. Na verdade, Raquel entra na disputa pela reeleição com uma chapa que nunca foi escolha sua, mas imposição. Ao responder, ontem, uma pergunta de jornalista sobre como se deu o encontro dele com a governadora quanto à decisão que tomou em apoio ao nome de Humberto Costa ao Senado, o senador Fernando Dueire (PSD) não contemporizou: “Eu comuniquei à governadora na semana passada. Procurei e comuniquei a ela, eu não perguntei a ela. Eu comuniquei a ela que o nosso senador seria Humberto Costa. Ela defendeu os nomes de sua chapa e eu não fui retrucado”.


Mais um teto desaba – Um pedaço do teto do Hospital Agamenon Magalhães, no Recife, caiu, ontem, sobre uma paciente e um acompanhante. O acidente aconteceu menos de um mês após uma ocorrência semelhante no Hospital da Restauração (HR). Em um vídeo que circula nas redes sociais, uma das vítimas relata que o material que caiu do teto a atingiu e atingiu um homem que estava ao seu lado. “Caiu pedaço de pedra e de lixo. Atingiu minha costela e minha perna”, disse o homem, que aparece sentado em uma maca. Há menos de um mês, parte do forro do teto da sala de recuperação do HR Recife caiu sobre uma paciente recém-operada.


Destravar escola – O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, esteve, ontem, no Palácio do Campo das Princesas, numa audiência com a governadora. Segundo uma fonte, teria comunicado o início das obras da Escola de Sargentos, em Aldeia, projeto que ainda não conseguiu sair do papel simplesmente porque há movimentos contrários devido ao impasse gerado pela dificuldade na liberação da obra pelos órgãos de proteção ao meio ambiente.

CURTAS


O MENOR – O custo da cesta básica no Recife registrou alta de 0,74% nos últimos 12 meses, a menor entre as 22 capitais brasileiras que também tiveram aumento no período. Em outras cinco capitais, houve redução no valor. Ainda na comparação de 12 meses, Cuiabá teve a maior alta entre as capitais, de 8,33%, enquanto Natal registrou o maior recuo, de 2,26%.


SEGURANÇA 1 – O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, convidou o promotor Lincoln Gakiya para assumir o Ministério da Segurança, pasta a ser criada caso seja eleito ao Planalto.


SEGURANÇA 2 – Principal nome do combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no país, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya já foi alvo de mais de um plano de assassinato da facção.


Perguntar não ofende: Quando Dueire anuncia que Mendonça será seu segundo candidato ao Senado?


Fonte : Blog do Magno Martins.

 
 
 

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Brito

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