O posicionamento nacional de Raquel Lyra é muito importante
- Brito
- há 3 horas
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A passagem de Ronaldo Caiado (PSD), por Pernambuco, chamou a atenção de todos quanto ao posicionamento nacional da governadora Raquel Lyra (PSD) nas eleições presidenciais deste ano. Não é à toa que a opinião de Raquel sobre o cenário nacional tem força suficiente para influenciar o cenário político pernambucano. Afinal de contas, uma gestora que tem mais de 65% da aprovação da população ao seu governo não pode ser descredenciado.
No entanto, o cenário atual como é apresentado com um fortíssima polarização entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) pode fazer com que a gestora assuma uma posição de neutralidade, abraçando em seu palanque nomes que levantam a bandeira tanto do presidente Lula, como é o caso de Túlio Gadelha que é pré-candidato ao Senado em sua chapa, quanto de Flávio Bolsonaro, como é o caso de Gilson Machado Neto (PODEMOS) que já disse que vai votar em Raquel Lyra.
A gestora vem demonstrando que quer focar o debate em Pernambuco em sua gestão e nas realizações de seu governo. Pode ser que dê certo. Ao não se envolver diretamente com a campanha presidencial, a governadora não inflamaria os ânimos de nenhuma das partes do eleitorado. Nem de quem vota em Lula e nem de quem vota em Flávio. Esse é o caminho totalmente inverso ao que é pleiteado por seu adversário João Campos (PSB). O socialista deseja que a eleição em Pernambuco se nacionalize com Lula em seu palanque para tentar uma transferência de votos do presidente para si, no cargo de governador. É uma estratégia bastante limitada e arriscada já que com isso ele fica sem espaço de diálogo com outras frentes e depende muito do resultado deste alinhamento.
Por isso a insistência de aliados de João de quererem forçar um apoio da governadora Raquel Lyra a um nome presidencial que não seja o de Lula.
Malabarismo
A estratégia de Raquel Lyra também é bastante arriscada, caso venha mesmo a optar pela neutralidade. Precisará tentar ao máximo não demonstrar preferência nem para um, nem para o outro. E olhe que em diversos momentos da campanha, será exigido alguns posicionamentos naturais do pleito.
Luquel
Já João Campos (PSB) vai precisar administrar o voto casado que já vem sendo propagado pelo interior em Lula para presidente e Raquel para governadora, capitaneado em sua maioria por prefeitos e lideranças nos municípios. Pelo menos 42% dos que querem votar em Lula, desejam reeleger Raquel.
Nova líder
O presidente Lula escolheu a senadora pernambucana, Teresa Leitão (PT), para ser a nova líder do governo no Senado. Ela vai substituir Jacques Wagner, senador baiano, que foi alvo de um operação da PF que investiga desvio de recursos no caso do Banco Master.
Adiamento
Em reunião ontem, o PL decidiu adiar a definição sobre o papel do partido nas eleições em Pernambuco. Presidente estadual da legenda, Anderson Ferreira, anunciou a vinda do pré-candidato Flávio Bolsonaro para Pernambuco em 9 de julho.
Na estrada
O pré-candidato a senador, Eduardo da Fonte, estará hoje em Palmares ao lado do prefeito Junior de Beto (PP) e de outras autoridades locais. A presença na cidade faz parte de um giro de Da Fonte com o intuito de fortalecer seu nome para a disputa pela Casa Alta.
Fonte: Blog do Silvinho.



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