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O poder da máquina

  • Brito
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Por Lucas Arruda


A pesquisa Datafolha divulgada pelo Blog e pelas rádios CBN Recife e CBN Caruaru, na última sexta (6), mostra, entre tantas coisas, que teremos uma eleição decidida no detalhe. Até o primeiro turno, em outubro, existe uma longa estrada que será pavimentada por um embate político acirrado entre João e Raquel. Possivelmente, o mais acirrado que já tivemos em uma disputa para o Governo de Pernambuco.


Há recados claros em números que, sim, podem ser vistos e usados de formas diferentes. Mas os números não mentem. Seis em cada dez pernambucanos aprovam Raquel Lyra (PSD), ao mesmo tempo em que apenas 29% do eleitorado vê a gestão como ótima/boa no Grande Recife. A Metropolitana é uma missão dura para a reeleição da governadora, e se tem alguém que sabe disso, é Raquel.


A desativação da Penitenciária Professor Barreto Campelo, em Itamaracá, os “laranjinhas”, o Arco Metropolitano, e a articulação com o governo federal para o novo viaduto na BR-101 Sul, em Jaboatão, são algumas das pautas que podem contar positivamente durante a campanha. São suficientes? Não, mas ajudam diante da presença forte do principal opositor no Grande Recife. Até o “Pernambuco meu País” entra nessa.


O fato é que a máquina pública pesa e a pesquisa Datafolha lembrou isso a quem já dava a eleição de João como prego batido e ponta virada. As entregas na reta final de mandato são fundamentais, e até outubro, os dois ainda têm muito chão pela frente. O primeiro retrato do cenário eleitoral em Pernambuco neste ano de 2026 serviu para abalar as convicções e alterar rotas.


PREOCUPAÇÃO – No gancho da Datafolha, vale destacar que saúde é o principal problema para 34% dos pernambucanos, que citaram a área espontaneamente. Mas ela caiu quatro pontos em relação a outubro. Violência oscilou dentro da margem de erro (20% para 21%), sendo a deficiência mais sentida entre homens, entre os mais instruídos, entre os que têm renda familiar mensal acima de 2 salários mínimos, entre os eleitores de Raquel – e entre os moradores da capital.


MUDANÇA – Dani Portela é agora, sem precisar esconder, um dos quadros do PT em Pernambuco. Sob o apadrinhamento de Humberto Costa e Teresa Leitão, além do abono do próprio Lula, a deputada celebrou a assinatura da ficha de filiação, em Salvador, durante as comemorações pelos 46 anos do partido. Disse que estará na linha de frente. O ato de filiação será em 13 de março, no Recife. Uma formalidade para firmar o novo caminho.


FRASE DA SEMANA: “Time que está ganhando não se mexe”, diz João Campos sobre manutenção de Alckmin na vice de Lula.


RÁPIDAS


BEM RECEBIDO – A presença de João Campos (PSB) nos 46 anos do PT, em Salvador, não foi formal nem muito menos simbólica. Marcou território. Enquanto presidente nacional do PSB, a mensagem deixada foi de que a aliança com o partido não pode ser colocada em segundo plano.


SENSAÇÃO – Às vésperas do Carnaval, a prefeitura de Olinda enfrenta uma avaliação negativa sobre o planejamento para festa símbolo do município. Será o segundo sob a gestão Mirella Almeida (PSD), que ainda lida com problemas de 2025.


BOLA FORA – A fatídica alcunha de “mundiça” dada pelo suplente de vereador George Bastos (NOVO) aos apoiadores de João Campos (PSB) nas galerias da Câmara do Recife. Antes de sua primeira fala oficial, foi surpreendido pela alta resposta da população.


BOLA DENTRO – A recepção republicana de Álvaro Porto (PSDB) à Raquel Lyra (PSD) e Priscila Krause (PSD) na Alepe, como reza a democracia. Houve até espaço para sorrisos nos cumprimentos finais.


PINGA-FOGO: O Carnaval vai conseguir pausar o acirramento político em Pernambuco?


Fonte : Blog do Elielson.

 
 
 

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