O nó do União Brasil

A Federação com o PP atrapalhou muito os planos do União Brasil em Pernambuco. Tanto que hoje, o partido sofre com uma verdadeira ameaça de debandada tendo em vista a aproximação do período eleitoral. Tudo isso é fruto da indefinição dos rumos da federação na eleição deste ano e uma forte tendência de que o destino seja mesmo o palanque da governadora Raquel Lyra, sob o comando do deputado federal Eduardo da Fonte.
O deputado Romero Albuquerque que é um dos ferrenhos defensores do projeto político do prefeito João Campos (pelo menos de quando ele passou a ficar mais assíduo na Alepe), está de malas prontas para deixar o União Brasil e se filiar ao PSB. O deputado estadual Edson Vieira que também é filiado ao UB, participou na semana passada de uma reunião com o Podemos, que é comandado pelo presidente da Amupe, Marcelo Gouveia.
A deputada estadual Socorro Pimentel também é outro nome que está no aguardo para trocar de legenda. O partido é comandado em Pernambuco pelo ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que também é pré-candidato ao Senado. Miguel inclusive teria demonstrado desconforto com a situação e reclamado junto ao prefeito João Campos que tem se dedicado na montagem das bases dos futuros candidatos do PSB a deputado estadual e federal.
Hoje o União Brasil tem três deputados federais. Luciano Bivar já anunciou que está aguardando a janela partidária para deixar a legenda. Na verdade, Bivar já não reza pela cartilha do União Brasil já tem um tempo. Já o deputado Mendonça Filho não confirmou sua saída do partido, mas já disse que não vai ficar no mesmo palanque que João Campos. Ele é visto como um nome natural dentro do PSD. Restando apenas a possibilidade de permanência do deputado federal Fernando Filho.
Outro ponto que prejudica a montagem das chapas são os nomes muito competitivos que pretendem buscar uma vaga na Câmara Federal pelo União Brasil e pelo PP.
Acordo
O deputado estadual Edson Vieira já acordou com Marcelo Gouveia a possibilidade de não frustrar o seu acordo de apoio a pré-candidatura de João Campos ao Governo, mesmo vindo a fazer parte de um partido que em tese vai ser da base eleitoral da governadora Raquel Lyra.
Não fecha
A movimentação dentro do União Brasil de saída de alguns parlamentar já é a certeza por parte da maioria de que o comando ficará mesmo com o deputado federal Eduardo da Fonte e do PP. Logo, a maioria que hoje faz parte da base de apoio de João, não estaria vendo muita saída. Além disso, outro motivo que pesa são às condições de disputa com nomes do PP que fariam com que fosse mais difícil a renovação dos mandatos.
Mandato ameaçado
Mesmo vindo a fazer parte do PSB, Romero Albuquerque vai ter que suar a camisa para garantir sua recondução na Alepe. Isso porque desde 2023 tem feito um mandato completamente apagado, e só resolveu começar a dar às caras de outubro do ano passado pra cá. Além disso, hoje ele não é mais unanimidade na defesa da causa animal. Em 2022, Albuquerque foi o penúltimo a se eleger pelo União Brasil.
Presença
A governadora Raquel Lyra (PSD) compareceu ontem a Assembleia Legislativa na sessão que marcou o início dos trabalhos legislativos neste ano de 2026. A gestora defendeu a união em torno das políticas que interessam a população. "O futuro se constrói com união. União de propósito. União em torno do que realmente importa: melhorar a vida das pessoas. Vamos seguir avançando sem deixar ninguém para trás” disse.
Crescimento
O PSD da governadora Raquel Lyra segue em crescimento. O prefeito Aleudo, de Serrita, deixou o MDB e ingressou na legenda comandada pela governadora que hoje é um dos maiores partidos de Pernambuco.
Fonte: Blog do Silvinho.



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