top of page
Buscar

O maior adversário de Lula

Brito
há 11 horas
4 min de leitura

O maior adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta reta final da eleição presidencial não é apenas Flávio Bolsonaro, mas a deterioração do poder de compra dos brasileiros. Por mais que o governo tente apresentar uma realidade econômica favorável, existe um sentimento crescente de que o dinheiro já não consegue atender às necessidades básicas das famílias. Diferentemente do período da pandemia, quando o mundo enfrentou uma crise sanitária sem precedentes, o Brasil convive atualmente com preços elevados, juros altos e dificuldades fiscais sem uma emergência daquela magnitude. O problema é que o governo Lula, caracterizado pela expansão dos gastos públicos e pela dificuldade de promover ajustes estruturais, contribuiu para agravar as incertezas econômicas. O resultado aparece diariamente nos supermercados, nos postos de combustíveis e nas contas domésticas. É justamente nesse ambiente que o discurso governista encontra seu maior obstáculo: a realidade financeira da população.


Os preços dos combustíveis representam um exemplo evidente desse cenário. Com a gasolina custando mais de R$ 6 por litro em média nacional, abastecer um veículo com 50 litros representa uma despesa superior a R$ 300. O gás de cozinha, outro item essencial, também pesa significativamente no orçamento das famílias. Nos supermercados, a situação não é diferente. Alimentos, produtos de limpeza e itens básicos acumulam aumentos que comprometem uma parcela considerável da renda, sobretudo entre os trabalhadores que recebem até dois salários mínimos. Segundo o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2024 com alta de 4,83%, acima do teto da meta de inflação, enquanto o grupo alimentação e bebidas registrou elevação de 7,69% naquele ano. Esses números demonstram que a pressão sobre o orçamento familiar não é apenas uma percepção subjetiva. Existe uma diferença fundamental entre reduzir o ritmo da inflação e diminuir efetivamente os preços. Para milhões de brasileiros, o problema permanece: o salário termina antes do mês.


A condução da política econômica também merece atenção. O governo federal ampliou despesas, enfrentou dificuldades para cumprir suas metas fiscais e manteve uma relação frequentemente conflituosa com a política monetária do Banco Central. A dívida pública elevada e a persistência de desequilíbrios fiscais pressionam as expectativas econômicas, dificultando a redução sustentável dos juros e o crescimento dos investimentos. Evidentemente, fatores internacionais, climáticos e cambiais também influenciam os preços. Entretanto, a ausência de maior disciplina fiscal contribui para aumentar a vulnerabilidade brasileira. Um governo perdulário pode até produzir estímulos temporários ao consumo, mas não consegue sustentar indefinidamente uma economia baseada na expansão das despesas. Mais cedo ou mais tarde, a conta aparece, seja na inflação, no custo do crédito, na tributação ou na limitação da capacidade de investimento do país.


É nesse contexto que Lula chega ao segundo turno enfrentando um adversário que ultrapassa as disputas partidárias. A perda do poder de compra atinge diretamente a percepção de bem-estar da população e coloca em xeque a capacidade do governo de entregar prosperidade. Benefícios sociais, transferências de renda e medidas pontuais podem amenizar dificuldades, mas não substituem uma política econômica responsável. O eleitor pode até não acompanhar os indicadores fiscais, porém conhece perfeitamente o preço da gasolina, dos alimentos e das contas que chegam todos os meses.


Independentemente de quem seja eleito no próximo dia 25 de outubro, o Brasil terá de enfrentar os efeitos de uma política de gastos que compromete a estabilidade econômica. O próximo presidente herdará desafios que exigirão responsabilidade, austeridade e decisões difíceis. A grande questão é que os desequilíbrios de hoje poderão se transformar em sacrifícios ainda maiores amanhã. E nenhuma propaganda oficial será capaz de esconder indefinidamente uma realidade que os brasileiros já sentem no próprio bolso.


Disputa antecipada – A eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Pernambuco começa a provocar movimentações dentro da própria base da governadora Raquel Lyra. Uma reunião articulada pelo Podemos para a próxima terça-feira, sem a participação do PSD, acendeu o sinal de alerta entre governistas. O episódio evidencia que a disputa pela presidência da Alepe poderá exigir uma intervenção mais direta da governadora para evitar divisões entre seus aliados.


Força política – O almoço promovido pela governadora Raquel Lyra, que reuniu mais de 300 lideranças políticas, demonstrou a amplitude da coalizão construída após sua reeleição. A presença de aliados de Lula e Flávio Bolsonaro no mesmo ambiente reforçou a capacidade da governadora de dialogar com diferentes campos políticos. O desafio agora será transformar essa convergência em estabilidade na Assembleia Legislativa e sustentação para seu segundo mandato.


Vitória eleitoral – A promulgação da emenda constitucional que acaba com a escala de trabalho 6×1 representou uma vitória política para o presidente Lula a poucos dias do segundo turno. A proposta, aprovada pelo Senado por 75 votos a um, estabelece a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial. A mudança de posição de setores da oposição, incluindo aliados de Flávio Bolsonaro, demonstrou o peso eleitoral da medida e a dificuldade de contrariar uma pauta de forte apelo popular.


Reta final – A nova rodada da Quaest, prevista para quarta-feira, dia 21, será um dos principais termômetros da disputa presidencial. O instituto entrevistará 2.154 eleitores entre os dias 17 e 20 de outubro. No levantamento anterior, Flávio Bolsonaro apareceu com 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula, configurando empate técnico. A pesquisa será divulgada a apenas quatro dias da eleição e poderá indicar se algum dos candidatos conseguiu ampliar sua vantagem na reta decisiva.


Inocente quer saber – A economia moribunda foi a força motriz da campanha de Flávio Bolsonaro?


Fonte : Blog do Edmar Lyra.

 
 
 

Comentários


Brito

São Lourenço da Mata - PE

©2024 por Brito. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page