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O futuro de um Brasil dividido

Brito
há 1 dia
3 min de leitura

Por Lucas Arruda


Chegou, enfim, o dia que vai definir os próximos quatro anos do Brasil. Ouvimos a mesma coisa em 2022, mas é verdade que esta é a eleição mais acirrada desde a redemocratização, aquela que vai ser decidida no detalhe, como bem mostraram as pesquisas divulgadas ontem. Ao longo do segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) buscaram se vender como a mudança, cada um a seu modo. Mas o que mais pesa para o eleitor é o medo de ver o adversário assumir a cadeira de presidente. 


Isso só reforça que, independente de quem sair vencedor hoje, a sociedade brasileira permanecerá rachada, dividida, fragmentada, fraturada. O próximo incumbente terá uma missão das mais difíceis nas mãos e que demandará extrema habilidade: pacificar um país onde vizinhos, amigos de décadas e parentes deixaram de se falar por conta da posição política do outro. Manter o palanque armado após o fechamento das urnas pode ser dramático para o Brasil.


Por outro lado, as grandes manifestações realizadas pela esquerda, em São Paulo, e pela direita, no Rio de Janeiro, na véspera do segundo turno, em prol dos seus candidatos, mostram duas coisas: a divisão existe, mas em meio à democracia (o que ainda pode ser motivo de alegria); e segundo, há engajamento suficiente por ambos os lados para manter a discussão política em alta na sociedade. E que isso se reverta em mobilização por um país melhor! 


Aqui deixo a você, caro leitor, um pedido. Quando estiver frente a frente com a urna, não vote com o fígado. Que o seu voto seja fruto de muita reflexão sobre o Brasil que você quer que seja construído nos próximos anos. Outras eleições virão, os candidatos passarão, mas a democracia e o Brasil precisam prevalecer. Devem prevalecer! Agora é com você.


MEDO – Entre os recortes da última pesquisa Quaest que chamam a atenção, quando os entrevistados foram questionados sobre aquilo que lhes dá mais medo, 45% indicaram que é a volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto que 42% disseram ser a reeleição de Lula (PT). Outros 4% falaram ter medo da vitória dos dois candidatos. De olho nesse último dado.


MOTIVAÇÃO – Já na pesquisa Datafolha, os eleitores foram questionados sobre a motivação do voto. No caso de Flávio Bolsonaro (PL), 67% disseram que o consideram a melhor opção para o futuro do Brasil, e 21% afirmaram que votam no candidato para derrotar Lula. Quanto ao petista, 82% dos eleitores o consideram como o melhor candidato, enquanto que 10% dizem querer derrotar o senador carioca.


FRASE DA SEMANA: “Política não é apenas ideal, é caminho para se aproximar do ideal”, disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso


PERNAMBUCO – Diversas cidades de Pernambuco tiveram atos em apoio às candidaturas de Flávio Bolsonaro (PL) e de Lula (PT) no último dia de campanha. Recife, Olinda, Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe foram marcadas por grandes mobilizações de esquerda e de direita.


RAQUEL – Neste domingo, a governadora Raquel Lyra (PSD), que declarou neutralidade em relação à eleição presidencial, vota em Caruaru. Amanhã, transmite o cargo para a vice-governadora Priscila Krause para embarcar à Espanha, em missão, ao lado de secretários. A viagem deve durar dez dias. 


GRATUIDADE – O TRE-PE determinou que o Governo de Pernambuco e a EPTI garantam o retorno gratuito dos eleitores no transporte coletivo intermunicipal, mesmo para aqueles que não utilizaram a gratuidade na viagem de ida. Para ter acesso ao benefício na volta, basta apresentar documento oficial de identificação e comprovante de votação.


PINGA-FOGO: o próximo presidente do Brasil será Flávio Bolsonaro ou Lula?


Fonte : Blog do Elielson.

 
 
 

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