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O dilema de Mendonça

  • Brito
  • há 24 horas
  • 3 min de leitura

A desistência de Anderson Ferreira da disputa pelo Senado provocou um efeito imediato no tabuleiro político pernambucano. De uma hora para outra, abriu-se um espaço relevante no campo da direita, justamente em uma eleição na qual os principais nomes que se movimentam para a Casa Alta estão posicionados mais ao centro ou à esquerda. E é nesse contexto que o deputado federal Mendonça Filho passa a ser observado com ainda mais atenção.


Mendonça não é novato nessa disputa. Em 2018, travou uma das eleições mais equilibradas para o Senado e ficou muito próximo da vitória. O resultado apertado permanece vivo na memória de aliados e adversários. Agora, diante do novo cenário, a pergunta voltou a circular nos bastidores: vale a pena tentar novamente?


A conta não é simples. De um lado, existe a perspectiva de uma reeleição para a Câmara Federal com um caminho mais previsível. Do outro, a possibilidade de ocupar um espaço político que hoje parece sem dono. Com Anderson fora do páreo, parte significativa do eleitorado conservador e bolsonarista ainda procura uma referência para a disputa majoritária.


O fato é que a direita pernambucana nunca teve tanta dificuldade para encontrar um nome competitivo para o Senado. Enquanto a esquerda e o centro acumulam pré-candidaturas e articulações, o campo conservador segue sem uma candidatura consolidada. É justamente essa lacuna que alimenta as especulações em torno de Mendonça.


Os próximos movimentos serão decisivos. O deputado sabe que uma candidatura ao Senado exige mais estrutura, mais articulação e mais risco. Mas também sabe que oportunidades como essa não aparecem em todas as eleições. Na política, muitas vezes, a diferença entre a prudência e a ousadia é definida pelo momento. E o momento, hoje, parece estar batendo à porta de Mendonça Filho.


DISTÂNCIA ESTRATÉGICA — Por falar no PL, a governadora Raquel Lyra tem sinalizado a aliados que não trabalha com a hipótese de ter a legenda em seu palanque. A avaliação no entorno do governo é de que a aproximação poderia reforçar um carimbo bolsonarista que ela busca evitar. A estratégia lembra movimentos de outras eleições, quando candidatos procuraram manter distância de lideranças nacionais com alta rejeição em determinados segmentos do eleitorado. O objetivo é preservar a imagem de gestora de perfil mais amplo e evitar uma nacionalização excessiva da disputa estadual.


TESTE DE FORÇA — Mais do que uma simples agenda política, o ato promovido por Marcelo e Gustavo Gouveia será observado como uma demonstração de prestígio e capacidade de mobilização. A expectativa dos organizadores é de uma grande participação popular, transformando Paudalho no principal palco político de Pernambuco.


FRASE DO DIA: ““O Pix foi criado pelo meu pai, sem taxas e assim deve permanecer”, escreveu Eduardo Bolsonaro.


RÁPIDAS


TERCIUS? — O senador Fernando Dueire segue orbitando a chapa da governadora Raquel Lyra como uma alternativa de consenso. Nos bastidores, há quem avalie que, caso persista o impasse na Federação União Progressista, seu nome pode surgir como uma terceira via para evitar desgastes entre os grupos de Miguel Coelho e Eduardo da Fonte.


MARTELADA — Segundo apurou a coluna, o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente da Federação União Progressista em Pernambuco, deverá convocar nas próximas semanas uma reunião da executiva estadual para definir a posição da legenda sobre a disputa ao Senado.


PINGA-FOGO: Mendonça Filho será candidato ao Senado ou vai disputar a reeleição?


Fonte: Blog do Elielson.

 
 
 

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Brito

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