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O Desenrola ainda enrolado

  • Brito
  • há 1 dia
  • 4 min de leitura

Em mais uma cartada eleitoral com vistas à reeleição, o presidente Lula (PT) anunciou a criação do que ele chamou de “Novo Desenrola Brasil” em pronunciamento na véspera do 1º de maio, Dia do Trabalhador. O programa é um novo pacote de medidas para reduzir o endividamento das famílias por meio de renegociações com bancos.


O presidente afirmou que vai lançar na próxima segunda-feira. O que se sabe já de antemão é que deve permitir a troca de dívidas em atraso no cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia por um contrato mais barato.


As renegociações serão feitas no banco em que os clientes têm dívidas, ao contrário do Desenrola de 2023, em que os clientes tinham que acessar uma plataforma. Os bancos vão oferecer descontos sobre os débitos. De acordo com o presidente, os descontos na dívida serão de 30% a 90% no valor da dívida.


“Assim, você vai ter uma parcela bem menor e mais tempo para pagar sua dívida”, disse Lula, na sua fala. Os juros serão mais baixos, com taxas limitadas a 1,99% ao mês. Atualmente, o juro do cheque especial é de cerca de 8% ao mês.


O do crédito pessoal não consignado fica em torno de 6,5% ao mês. No parcelamento do cartão de crédito, a taxa média é de 9,6% ao mês e no rotativo, 15% ao mês. Lula também mencionou na TV a negociação de débitos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que prevê descontos de 12% até 99% do valor consolidado do débito, nos casos de pessoas inscritas no Cadastro Único para Benefícios Sociais (CadÚnico) do governo federal.


Foi uma decisão de Lula incluir estudantes com pendências no Fies no programa para o pagamento de dívidas que ele vai lançar na segunda-feira. Quanto ao uso do FGTS para abater dívidas, o Governo já definiu que será permitido o uso de até 20% do saldo do FGTS para essa negociação.


A preocupação do governo é também fazer um desenho que evite que as pessoas voltem a se endividar no curto prazo. Por isso, haverá uma trava de um ano para apostas em bets pelos beneficiados pelo programa.


“Agora, o que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet. Por isso, quem aderir ao Novo Desenrola Brasil ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas on-line. Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos”, afirmou o petista.


INTRIGA – O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), negou que a bancada do partido teria atuado contra a indicação. Em nota, o senador classificou as versões como “intriga” e “maledicência” e afirmou que o governo tenta transferir responsabilidades pela derrota: “Aqueles que deveriam aprender com os erros estão afastando aliados ao tentar criar um ‘bode expiatório’ para a situação”, argumentou.


Cavalo de Tróia – O senador Renan Calheiros (MDB-AL) também negou ter traído o governo. “São improcedentes as ilações sobre o MDB e mentirosas as especulações sobre o meu voto, dos senadores Renan Filho e Eduardo Braga. Trabalhamos e votamos em Jorge Messias. Derrotas devem ensinar e não gerar efeitos lisérgicos vindos do cavalo de Tróia dentro do governo”, escreveu Renan nas redes sociais. Messias teve apenas 34 votos a seu favor, sete a menos do que o necessário. A votação foi secreta. O núcleo mais alinhado ideologicamente ao governo, formado por senadores do PT, PDT e PSB, reúne 18 votos.


Contas que não bateram – Integrantes do Palácio do Planalto afirmam que o líder do governo do Senado, Jaques Wagner (PT-BA), terá de prestar contas por ter desenhado cenário equivocado de votação para a indicação do ministro Jorge Messias. Às 13h15 de quarta-feira, Wagner previu a aprovação de Messias por 45 votos. À tarde, Lula chamou Wagner no Palácio da Alvorada para acompanhar uma agenda e o questionou sobre a situação de Messias no Senado. De volta ao Congresso, após o encontro com Lula, Jaques Wagner previa placar menor que o anterior, de 41 votos, o limite necessário para a aprovação, e relatou o diálogo com o presidente no qual o tranquilizou.


Palanque mineiro ameaçado – A derrota do nome de Jorge Messias abriu uma crise política que ameaça atingir o principal plano eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas Gerais. Com a rejeição do advogado-geral da União por um placar negativo além das traições já contabilizadas pela base, aliados do governo passaram a manifestar desconfiança sobre a atuação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), hoje visto como peça central na estratégia do Planalto para disputar o governo do Estado. Há também, nos bastidores, reclamações sobre o fato de o senador não esclarecer se votou a favor ou contra Messias, o que, na visão de integrantes do partido, reforça a percepção de falta de comprometimento.


Ex-prefeito de BH é alternativa – Diante das dúvidas sobre o papel de Rodrigo Pacheco, o impacto político já é sentido em Minas Gerais enquanto petistas passam a considerar a possibilidade de que o senador não leve adiante a candidatura ao governo do Estado e já discutem alternativas. Entre os nomes citados nos bastidores estão o deputado Reginaldo Lopes (PT) e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), que poderiam assumir a disputa caso o plano com Pacheco não se concretize.


CURTAS


MAIS UM – No cenário mineiro, também entrou no radar político recente a filiação do empresário Josué Gomes, ex-presidente da Fiesp e filho do ex-vice-presidente José Alencar, ao PSB de Minas Gerais. O movimento é visto como mais uma variável na definição das candidaturas no Estado.


NA JUSTIÇA – O Governo vai questionar na Justiça a derrubada do veto em si da redução de penas para os envolvidos nos atos golpistas, alegando que crime contra o estado democrático de direito não pode pela Constituição ser objeto de graça, indulto ou anistia. Então não pode também receber redução de pena.


EMPOLGAÇÃO – Empolgado com os resultados adversos para o Governo, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Planalto pelo PL, cantou vitória antecipada nas eleições de outubro. “O governo Lula acabou”, decretou, após a reprovação de Jorge Messias. Ele avisou que já tem “vários nomes” para indicar ao Supremo. Estimulado a decliná-los, disse: “Não vou antecipar isso, não sou presidente ainda”.


Perguntar não ofende: Lula vai identificar os traidores?


Fonte: Blog do Magno Martins.

 
 
 

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