O afunilamento das candidaturas ao Senado em Pernambuco intensifica a disputa política
- Brito
- há 7 horas
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O cenário eleitoral de Pernambuco para 2026 começa a se definir com mais clareza à medida que os prazos legais se aproximam e as articulações políticas avançam. A disputa pelo Senado, que inicialmente contava com uma ampla quantidade de nomes, vive agora um processo de afunilamento, refletindo o amadurecimento das negociações e a necessidade de formação de chapas competitivas tanto no campo do prefeito do Recife, João Campos, quanto no da governadora Raquel Lyra, que buscará a reeleição.
No início do processo, uma dezena de pré-candidatos chegou a ser ventilada nas duas chapas que polarizam a disputa estadual.
Entre os nomes mais citados estavam o senador Humberto Costa, que tenta a reeleição, o Senador Fernando Dueire, o deputado federal Eduardo da Fonte, o ministro Silvio Costa Filho, o ex-prefeito Miguel Coelho, além de Mendonça Filho e Armando Monteiro. Muitos desses nomes chegaram a ser cogitados em ambos os palanques, o que aumentava a imprevisibilidade do cenário.
Com o avanço das articulações e a proximidade dos prazos eleitorais, o quadro começou a se estreitar. O movimento mais decisivo partiu de João Campos, que optou por antecipar a definição de sua chapa majoritária.
A composição já desenhada indica uma aliança mais alinhada à esquerda, com a presença de Humberto Costa e Marília Arraes na disputa ao Senado, além da indicação de Carlos Costa para a vice. Essa definição acabou por reduzir o espaço para nomes como Eduardo da Fonte e Miguel Coelho nesse campo político.
Do lado da governadora Raquel Lyra, o cenário permanece em aberto. Adotando uma estratégia mais cautelosa, a gestora segue avaliando o melhor momento para consolidar sua chapa.
Entre os nomes que continuam sendo considerados com maior viabilidade estão o Deputado Eduardo da Fonte, Senador Fernando Dueire, Miguel Coelho e, mais recentemente, o Deputado Federal Túlio Gadêlha, que surge como uma alternativa capaz de ampliar o diálogo político.
O processo de afunilamento não significa o fim das especulações, mas marca uma nova fase da disputa, em que as decisões passam a ser mais estratégicas e menos dispersas.
Com a antecipação promovida por João Campos e a cautela adotada por Raquel Lyra, a corrida pelo Senado em Pernambuco entra em um momento decisivo, com chapas em consolidação e um ambiente político cada vez mais polarizado.
Começou - Como esperado, João Campos não perdeu tempo e um dia após sair da prefeitura, iniciou sua pré-campanha ao Governo de Pernambuco, com agenda no interior do estado, ao visitar a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, no Brejo da Madre de Deus. A presença no evento, um dos mais tradicionais do calendário cultural pernambucano, busca ampliar sua articulação política fora da capital.
Mudança - O deputado federal Eduardo da Fonte e o deputado federal Lula da Fonte oficializaram as pré-candidaturas de Andreza Romero à Câmara Federal e de Romero Albuquerque à reeleição, agora no campo da Federação União Progressista. O movimento ocorre após os dois terem sido anunciados anteriormente pelo PSB. Apesar da mudança, eles seguem com garantia de autonomia para definição de apoio nas disputas ao Governo do Estado e à Presidência da República.
Exonerações - O Governo de Pernambuco publicou, em edição extra do Diário Oficial desta sexta-feira (2), a saída de seis secretários, duas executivas e nomes da Casa Civil. O movimento atende ao prazo de desincompatibilização e mostra a entrada de integrantes do primeiro escalão na disputa eleitoral, seja como candidatos já definidos ou como peças ainda em avaliação para o pleito deste ano.
Fonte: Blog do Alberes Xavier.



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