No cardápio de Raquel Lyra, nem todos terão lugar à mesa e alguns podem nem querer sentar
- Brito
- há 5 horas
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ESCRITO POR WELLINGTON RIBEIRO – BLOG PONTO DE VISTA
Não serão poucos os aliados que poderão ficar sem espaço na chapa majoritária da governadora Raquel Lyra nas eleições deste ano. No meio político, o cenário já é tratado como inevitável: haverá descontentamento entre nomes de peso do próprio grupo político.
Entre aliados mais próximos da governadora, há a convicção de que uma das vagas já estaria encaminhada para Túlio Gadelha. Caso essa configuração se confirme, restaria apenas uma vaga para três postulantes: Fernando Dueire, Miguel Coelho e Eduardo da Fonte.
Nesse tabuleiro, um fator pesa de forma decisiva: entre todos os postulantes, Eduardo da Fonte é o único que possui efetivo “mando de campo”. Ele preside a federação União Progressista, coalizão que reúne União Brasil e Progressistas, o que amplia sua capacidade de influência nas negociações. Já Priscila Krause, Fernando Dueire e Túlio Gadelha estão filiados ao PSD, legenda comandada por Raquel Lyra. Miguel Coelho, por sua vez, integra o União Brasil, partido que, no atual arranjo, está inserido na federação liderada por Da Fonte.
Nesse contexto, ganha força a hipótese de uma rearrumação interna, com Fernando Dueire sendo deslocado para a vaga de vice-governador. Esse movimento abriria espaço na chapa e, ao mesmo tempo, colocaria em xeque a permanência de Priscila Krause, que, segundo observadores, tem tido participação mais discreta nas agendas da governadora.
Se esse desenho se consolidar, com Túlio no Senado e Dueire na vice, a disputa final ficaria restrita a Eduardo da Fonte e Miguel Coelho pela última vaga, um cenário que tende a acirrar ainda mais as articulações.
Mas há um efeito colateral pouco comentado: caso Túlio Gadelha não seja escolhido para a disputa ao Senado, a tendência é que ele concorra à reeleição para a Câmara dos Deputados pelo PSD. Nesse cenário, a fatura política recairia diretamente sobre Daniel Coelho, pré-candidato a deputado federal, que veria suas chances de êxito drasticamente reduzidas.
Isso porque, na projeção atual, a chapa do PSD para deputado federal teria força para eleger apenas três nomes: Guilherme Uchôa Júnior, Fernando Monteiro e o próprio Túlio Gadelha. Com isso, o espaço para novos nomes praticamente desapareceria, tornando a disputa ainda mais desigual dentro do próprio grupo.
A questão que permanece é qual equação será adotada por Raquel Lyra e quais serão os impactos dessa decisão. No xadrez político que se desenha, uma certeza já se impõe: independentemente da escolha, haverá baixas e alguém acabará ficando pelo caminho.
E há um fator externo que pode embaralhar ainda mais esse jogo: o favoritismo do prefeito do Recife, João Campos, na disputa pelo Governo, aliado ao bom desempenho nas pesquisas de seus nomes ao Senado, Marília Arraes e Humberto Costa. Esse cenário pode levar parte dos pré-candidatos hoje alinhados a Raquel Lyra a reavaliar movimentos e até recuar da disputa, diante do risco de entrar em uma corrida já com desvantagem competitiva.
Fonte : Blog Ponto de Vista.



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