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Ninguém aposta nada sobre o Senado em Pernambuco

  • Brito
  • há 8 horas
  • 3 min de leitura

O tabuleiro eleitoral de Pernambuco para o Senado Federal entrou em uma fase de reorganização que impede qualquer previsão segura para a disputa pelo em 2026.


A combinação entre novas candidaturas, pressões partidárias e o equilíbrio na corrida pelo Governo do Estado dissolveu a sensação de previsibilidade que existia meses atrás. Pode-se dizer que garantido como candidato só há Humberto Costa (PT). E virtualmente eleito, absolutamente ninguém.


Nenhum grupo político conseguiu estruturar uma chapa estável e o ambiente entre as lideranças estaduais vai da cautela à agonia todo dia, dependendo da nova notícia.

Qualquer tentativa de definição neste momento corre o risco de ser desmentida pelos próximos movimentos do próprio sistema político.


Reconfiguração

A principal alteração no tabuleiro ocorreu com a decisão de Marília Arraes (indo para o PDT) de disputar o Senado. A movimentação introduziu uma variável capaz de alterar os cálculos de praticamente todos os grupos políticos do estado. Marília possui recall eleitoral elevado e capacidade real de voto, o que interfere diretamente na distribuição do eleitorado de esquerda.

 

A candidatura também impede o fechamento de uma engenharia eleitoral simples no palanque de João Campos (PSB). Caso permaneça no mesmo campo político do prefeito do Recife, surge a disputa direta por espaço com Humberto Costa. Caso opte por outro palanque, a fragmentação se amplia ainda mais. Ela também mexe com as pré-candidaturas de Miguel Coelho (União), de Silvio Costa Filho (Republicanos), de Fernando Dueire (MDB), de Eduardo da Fonte (PP), e a lista seguiria.


Em qualquer das hipóteses, a presença de Marília mantém o cenário daqui até o fim de março entre nuvens espessas.


Equilíbrio

Outro fator decisivo para o ambiente de indefinição é a disputa pelo Governo do Estado. Pesquisas internas que circulam entre lideranças políticas já indicam um quadro de equilíbrio entre João Campos e a governadora Raquel Lyra (PSD). A vantagem ampla que aparecia em levantamentos anteriores desapareceu e deu lugar a uma corrida competitiva que já mostra empate na margem de erro.


Esse equilíbrio influencia diretamente a lógica da eleição para o Senado. A avaliação predominante entre estrategistas eleitorais aponta que cada palanque pode ter força suficiente para eleger um senador. Essa possibilidade torna a disputa interna por cada vaga ainda mais intensa e reduz o espaço para composições simples, porque são duas vagas no total.

 

Movimentos

por causa da indefinição, reposicionamentos de atores políticos começam a surgir. O ministro Silvio Costa Filho (Republicanos), em entrevista ao Passando a a Limpo, na Rádio Jornal, passou a adotar discurso mais cauteloso ao tratar da composição eleitoral. Agora diz que a decisão final fica condicionada às negociações partidárias e às articulações nacionais. Antes falava em composição com João Campos, agora não descarta nada e diz que "Lula e o partido vão decidir".


O senador Fernando Dueire (MDB) que nem vinha sendo citado, volta a ganhar relevância nas conversas por causa do peso do MDB no tempo de propaganda eleitoral. Ele nunca esteve descartado entre as vagas nos palanques, mas pode voltar a ser protagonista.


O nome de Eduardo da Fonte (PP) circula com intensidade nas conversas sobre formação de chapa também. A leitura predominante entre lideranças é que a indefinição geral amplia o espaço de negociação para nomes que aguardam o momento adequado para avançar.


Impasse

A disputa pelo Senado também passou a produzir tensão entre aliados tradicionais. A relação entre PT e PSB entrou em uma fase de pressão política mais intensa. Lideranças petistas deixaram claro que a candidatura de Humberto Costa precisa de um ambiente eleitoral mais organizado para se consolidar. O partido rejeita a hipótese de um palanque com três candidaturas competitivas disputando o mesmo eleitorado no Senado. Essa posição transfere para João Campos a responsabilidade de administrar o conflito político criado, segundo alguns petistas, "por ele próprio".


Incerteza

Os próximos meses tendem a concentrar decisões importantes, principalmente por causa da janela partidária e das movimentações preparatórias para a eleição. Mesmo assim, nenhuma liderança estadual trabalha com a ideia de definição imediata. O cenário permanece fluido e sujeito a rearranjos. A eleição para o Senado em Pernambuco entrou em uma fase de imprevisibilidade total e ainda pode produzir mudanças relevantes antes da consolidação das chapas.


Mas é preciso destacar que os mais pacientes, que aguardaram até a reta final da formação de chapas, podem se destacar positivamente num cenário de muita gente ansiosa que antecipou eleição desde 2024. Aguardemos.


Fonte :JC.

 

 
 
 

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Brito

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