Mário Ricardo garante que Marcelo Gouveia deu liberdade para definir apoios para o governo
- Brito
- há 6 horas
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O deputado estadual Mário Ricardo (Podemos) garantiu, nesta segunda-feira (20), que o presidente do Podemos no estado, Marcelo Gouveia, deu liberdade aos filiados para definir os apoios na corrida pelo governo. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM.
O parlamentar, que trocou o Republicanos pelo Podemos, defende o nome do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. Ele também ressaltou que Gouveia, um aliado da governadora Raquel Lyra (PSD), deu um caráter "plural" à legenda.
"Marcelo convidou as pessoas com a liberdade de fazerem as escolhas para a Presidência da República e para o governo do estado. Ele quer construir um partido sólido aqui em Pernambuco e fez um trabalho extraordinário na construção das chapas", elogiou, enfatizando que a troca do Republicanos pelo Podemos foi "harmoniosa".
Antecipação O deputado estadual afirmou que a governadora Raquel Lyra foi quem antecipou a campanha eleitoral em Pernambuco.
"Ela (Raquel Lyra) cometeu um erro de ter antecipado o calendário eleitoral. (...) Quando a eleição de 2024 aconteceu, já estava pensando na eleição (seguinte)", declarou.
Ele disse, ainda, que a governadora tem apresentado um discurso "diferente da prática". A chefe do Executivo estadual tem enfatizado nas agendas pelo estado que foram os adversários que anteciparam a campanha política, o que inclui os embates na Assembleia Legislativa.
"Ela se preocupou com a reeleição dela desde o primeiro momento e não com a gestão do estado, apesar do discurso ser dito ao contrário. (...) Talvez ela pague um preço muito caro por causa disso", disse.
Fim da reeleição O deputado estadual defendeu o fim da reeleição para os mandatos no Poder Executivo, que, para ele, deveriam ter entre cinco e seis anos. Ele argumentou que essa configuração levaria os gestores a focarem na própria administração, em vez dos projetos de reeleição.
"Acho que tinha que ter eleições gerais a cada 6 anos, como é no México, porque quem sentasse na cadeira estaria preocupado em administrar e não com a próxima eleição. Já se senta na cadeira hoje pensando na reeleição. As decisões não são tomadas olhando o aspecto gerencial", avaliou.
Fonte: Blog da Folha de PE.



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