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Mendonça Filho celebra apoio da federação União Progressista a Raquel Lyra em meio a disputa interna

  • Brito
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

A decisão da Federação União Progressista de apoiar a reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) foi comemorada pelo deputado federal Mendonça Filho (União Brasil), que atuou nos bastidores para garantir a aliança.


A manifestação ocorre após a direção nacional da federação intervir no impasse entre as duas siglas no estado e consolidar o alinhamento à governadora, movimento que reposiciona o bloco no cenário eleitoral de 2026 em Pernambuco.

“Trabalhamos muito por esse entendimento e agora é fortalecer a União Progressistas e garantir a vitória de Raquel”, afirmou Mendonça, em vídeo publicado nas redes sociais.

 

A decisão foi conduzida pelos presidentes nacionais do União Brasil e do PP, Antônio Rueda, e o senador Ciro Nogueira, seguindo o estatuto da federação, que prevê arbitragem da executiva nacional em casos de divergência regional.


Decisão da direção nacional resolve disputa interna na União Progressista em Pernambuco

A disputa interna na federação vem desde o nascimento da União Progressista. À época do anúncio da federação, o União Brasil vivia seus problemas internos, com a família Coelho ligada ao prefeito do Recife João Campos (PSB), e Mendonça Filho com a governadora Raquel Lyra. Do outro lado, o PP, liderado em Pernambuco pelo deputado federal Eduardo da Fonte, tinha forte alinhamento com a chefe do Executivo estadual.

 

Com as negociações do período eleitoral, os polos se inverteram na federação. Eduardo da Fonte foi à mesa para negociar uma candidatura ao Senado pela chapa de João Campos, fato que desagradou a governadora e a família Coelho, que também vislumbrava uma vaga na Casa Alta na chapa do prefeito do Recife.


A aproximação com João provocou reação direta do Palácio do Campo das Princesas, resultando nas exonerações de cargos estratégicos da gestão estadual ligados à Eduardo da Fonte.


Nos bastidores, o entendimento que prevaleceu na direção nacional foi o de que, com o PP ainda integrando formalmente a estrutura do governo e o União Brasil aderindo ao mesmo campo, não haveria sentido em uma divisão do bloco em Pernambuco.


O movimento também consolida o nome de Miguel Coelho como principal aposta da federação para uma vaga ao Senado na chapa governista. O ex-prefeito de Petrolina já vinha se colocando como pré-candidato e deve ocupar o espaço aberto com a formalização do apoio a Raquel.


A federação, no entanto, ainda discute internamente a composição final da majoritária, e o próprio Mendonça também é citado como possível opção, a depender do arranjo político.


Comando local segue com Eduardo da Fonte

Apesar da decisão nacional, o comando da federação em Pernambuco permanece sob liderança de Eduardo da Fonte, conforme reforçado por Ciro Nogueira.


Segundo Ciro, a permanência de Eduardo da Fonte na presidência estadual da federação já estava prevista no estatuto e garante autonomia para que o deputado conduza os rumos políticos no estado.


"Eduardo da Fonte é meu companheiro de trajetória ao longo de muitos anos no Congresso Nacional. Vamos seguir fazendo política com respeito às lideranças partidárias em todo o país. Em Pernambuco, essa definição está consolidada", afirmou o senador.


Sem espaço na chapa de João Campos - que deverá contar com Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) como pré-candidatos ao Senado - e após o rompimento com o governo estadual, Da Fonte segue sem definição clara sobre seu posicionamento para 2026.


Fonte: JC.

 
 
 

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Brito

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