Lupi sinaliza distanciamento do PSB, enquanto João Campos mantém incerteza sobre Marília na chapa
- Brito
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Lula Marques/Agência Brasil, Rodolfo Loepert/ PCR e Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (12), o prefeito do Recife, João Campos (PSB), comentou sobre o possível futuro político da ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade) dentro da Frente Popular. Segundo o gestor, a integração oficial de Marília na chapa majoritária não depende apenas de vontade individual, mas de articulações partidárias e composições coletivas mais amplas.
Enquanto paira a incerteza sobre sua indicação como candidata ao Senado no grupo governista, Marília corre contra o tempo. O objetivo da ex-deputada é consolidar uma pré-candidatura que ofereça condições reais de disputa e estrutura partidária, evitando o isolamento de uma candidatura avulsa.
“Marília tem uma condição muito próxima da gente, e eu tenho certeza que, na nossa construção, esse processo vai se afunilar da forma certa“, argumentou o prefeito.
O peso das alianças
Nos bastidores políticos, é consenso a importância estratégica de ter o número eleitoral atrelado a um candidato forte ao Palácio do Campo das Princesas. A visibilidade e o suporte logístico de uma chapa completa são vistos como vitais para o sucesso nas urnas.
A urgência de Marília Arraes ficou clara no início deste mês, quando ela declarou que “não tem volta” sua candidatura ao Senado. A afirmação movimentou o tabuleiro político e alimentou especulações de que ela poderia, inclusive, compor com a governadora Raquel Lyra (PSD), sua principal adversária no pleito de 2022.
Pressão do PDT e distanciamento do PSB
A tese de um novo alinhamento ganha força após as declarações de Carlos Lupi, presidente nacional do PDT – legenda à qual Marília está se filiando. Em entrevista à Rádio Folha nesta quinta-feira (12), Lupi demonstrou insatisfação com a condução das conversas junto ao PSB de João Campos, sinalizando um possível rompimento.
Ao comentar o cenário, o dirigente foi enfático: “não pode ficar com quem não quer ficar com a gente”. A frase escancara a tensão entre as siglas e coloca Marília Arraes em uma encruzilhada decisiva para as eleições deste ano.
Fonte : LeiaJa.



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