Lucas Ribeiro segue na frente, mas eleição na Paraíba continua em aberto
- Brito
- há 20 minutos
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A segunda pesquisa DataTrends para o Governo da Paraíba consolida um movimento político que já vinha sendo percebido nos bastidores: o governador Lucas Ribeiro chega ao início da campanha como favorito à reeleição. Com 34% das intenções de voto no primeiro turno, contra 27% de Cícero Lucena e 17% de Efraim Filho, além de vencer com folga as simulações de segundo turno, o atual governador demonstra que conseguiu transformar a força administrativa em capital eleitoral. O levantamento também revela um dado igualmente importante: sua gestão é aprovada por 68% dos paraibanos, índice que costuma representar um ativo decisivo em disputas majoritárias.

A liderança, entretanto, não significa uma eleição definida. A soma dos adversários ainda supera o percentual obtido pelo governador, evidenciando que existe um contingente expressivo de eleitores suscetíveis a mudanças ao longo da campanha. Além disso, Cícero Lucena permanece competitivo, especialmente por sua forte presença política na capital e pela experiência acumulada ao longo da carreira. Já Efraim Filho mantém um eleitorado consolidado e pode crescer caso consiga unificar parte da oposição. Em outras palavras, embora Lucas esteja em posição privilegiada, o cenário ainda reserva espaço para rearranjos políticos e eleitorais nos próximos meses.
O maior patrimônio político de Lucas Ribeiro, contudo, parece ser a combinação entre aprovação administrativa e capilaridade eleitoral. Os números mostram desempenho consistente em praticamente todos os segmentos pesquisados, com destaque para o eleitorado de 25 a 34 anos, onde alcança quase metade das intenções de voto. Também chama atenção sua vantagem entre os homens e a manutenção da liderança entre os eleitores acima de 60 anos, indicando uma candidatura que ultrapassa nichos específicos e dialoga com diferentes perfis do eleitorado paraibano. Em disputas estaduais, essa distribuição homogênea costuma ser mais importante do que concentrações regionais ou demográficas isoladas, pois reduz a dependência de redutos eleitorais específicos.
Outro aspecto que fortalece a candidatura governista é a vantagem observada nas projeções de segundo turno. Lucas venceria Cícero Lucena por 47% a 35% e abriria uma diferença ainda maior sobre Efraim Filho, por 55% a 30%. Esses números indicam não apenas liderança no primeiro turno, mas também maior capacidade de agregar votos além do núcleo de apoiadores, característica essencial para quem busca a reeleição. Ainda assim, campanhas são marcadas por fatos políticos, formação de alianças, debates e pela dinâmica do horário eleitoral, fatores que podem alterar tendências. A fotografia captada pela DataTrends mostra Lucas Ribeiro como o nome mais forte da sucessão paraibana neste momento. Se conseguirá transformar essa vantagem inicial em vitória nas urnas dependerá da manutenção dos elevados índices de aprovação do governo, da capacidade de preservar sua ampla coalizão política e da habilidade dos adversários em construir uma narrativa capaz de reduzir a distância revelada pela pesquisa.
Rejeição – Os números também são bastante favoráveis ao atual governador Lucas Ribeiro no tocante à rejeição, ele aparece com 32%, enquanto seus principais adversários possuem 42% e 43%, Cicero Lucena e Efraim Filho, respectivamente. Isso mostra que ele tem um potencial de voto de 61%, contra 53% de Cícero e 45% de Efraim.
Mendonça Filho – O deputado federal Mendonça Filho demonstrou grande empolgação na convenção da governadora Raquel Lyra para disputar o Senado Federal pelo PL. O ex-ministro da Educação está confiante no voto de direita para fazer frente à Marília Arraes, Humberto Costa, Eduardo da Fonte e Túlio Gadelha.
Ausências – Com a definição de Eduardo da Fonte como senador na chapa da governadora Raquel Lyra, o senador Fernando Dueire e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, foram ausências notadas. Eles foram preteridos e fizeram questão de demonstrar sua insatisfação não participando da convenção do PSD.
Gesto – O candidato ao Senado, Eduardo da Fonte, direcionou uma quantidade significativa de votos para a governadora Raquel Lyra resolver a vida de alguns deputados federais. Os números apontam para um desfecho que pode solucionar a vida de muita gente pendurada no pincel.
Espaço – A União Progressista tem chance real de eleger cinco deputados federais, desde que Miguel Coelho decida disputar um mandato na Câmara dos Deputados. Se for eleito junto com Fernando Filho e Juliana de Chaparral, Miguel fortalecerá o União Brasil dentro do conjunto da federação.
Inocente quer saber – Quem fez a maior convenção, João Campos ou Raquel Lyra?
Fonte : Blog do Edmar Lyra.