Gilson revela descontentamento de Bolsonaro com sua saída da presidência do PL no Recife

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ex-ministro do Turismo, Gilson Machado (PL), revelou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficou insatisfeito com a decisão – tomada pela executiva nacional da legenda – que o afastou da presidência do diretório municipal do Partido Liberal no Recife. A mudança faz parte do processo de reestruturação interna e de preparação do PL para as eleições de 2026 no estado.
Com a chancela do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, Paulo Muniz assumiu o posto do ex-ministro de Bolsonaro. Em uma nova troca de comando, o deputado federal Coronel Meira passou a liderar a legenda na capital pernambucana.
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Em entrevista concedida ao LeiaJá, Gilson expôs que, assim como Bolsonaro, ficou surpreso com sua remoção repentina do cargo, destacando que só teve conhecimento após ampla divulgação nos veículos midiáticos. “Fiquei sabendo pela imprensa do meu afastamento, assim como o presidente Bolsonaro”, se queixou o ex-ministro.
A mudança, ocorrida há dois meses, gerou descontentamento no ex-presidente que, de acordo com Machado, não foi previamente consultado. “Não falei com ele porque não podemos nos comunicar, mas fiquei sabendo que ele não gostou de terem feito essa mudança sem a consulta dele”, afirmou.
Sem aval de Bolsonaro, alterações expõem rachaduras
Discorrendo sobre a substituição, Gilson Machado deixou claro que sua designação ao cargo foi assinada por Bolsonaro e Valdemar. No entanto, ele destaca que o reordenamento teria sido pactuado entre Costa Neto e o presidente da sigla em Pernambuco, André Ferreira e não passou pela “caneta do ex-presidente”.
“Ele [Bolsonaro] não concordou, não foi consultado e não assinou, como assinou a minha entrada na presidência. Não tem a assinatura dele”, frisou.
Anistia
Amigo pessoal de Bolsonaro, Machado garantiu seu apoio incondicional ao ex-presidente, ressaltando que seguirá lutando pela anistia e liberdade de ambos. “Estou focado na luta pela minha liberdade, também pela do presidente Bolsonaro e pela anistia. No momento não estou pensando em política partidária”, completou.
O cenário que se desenha, até o momento, é o de uma possível rachadura interna na legenda, ocasionada por essas costuras entre lideranças de posições divergentes no partido. O fato de Gilson ter sido saído do comando do diretório municipal cria uma polarização dentro do PL: de um lado, os Ferreira, apoiados por Costa Neto; do outro, Gilson Machado e os representantes da ala mais próxima de Bolsonaro.
O LeiaJá entrou em contato com Anderson Ferreira e os agentes políticos ligados ao seu entorno, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
Fonte: LeiaJa.



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