Flávio Bolsonaro corre o risco de ficar sem palanque relevante em Pernambuco
- Brito
- há 13 horas
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O lançamento ocorrido na última semana da pré-candidatura a governador do Professor Alfredo Gomes, reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), serve muito bem para ilustrar a divisão desigual de forças políticas no estado, onde o campo esquerdista apresenta uma nítida vantagem sobre os representantes da direita pernambucana.
Até o momento, o presidente Lula, do PT, conta com o apoio declarado do prefeito do Recife, João Campos, do PSB; de Ivan Moraes, do PSOL; e, agora, de Alfredo Gomes, todos pretensos postulantes ao Palácio do Campo das Princesas. A governadora Raquel Lyra, do PSD, ainda não declarou apoio oficial à reeleição de Lula, mas isso deverá ocorrer nas próximas semanas.
Já no campo direitista/conservador, a história é completamente diferente. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro, do PL, ainda não conta com apoios robustos e de grande relevância eleitoral. Flávio corre o sério risco de ficar sem um palanque “de peso” no estado, diante do momento conturbado que vive o PL em Pernambuco.
Diante da possiblidade real de uma eleição acirrada e disputada voto a voto, como aconteceu em 2018 e, principalmente, em 2022, Flávio Bolsonaro não pode abrir mão de ter uma presença marcante em um estado importante como Pernambuco. Um olhar mais criterioso ou mesmo a intervenção da direção nacional do PL poderão ser medidas necessárias, diante dos caminhos que tem percorrido o partido da família Bolsonaro no estado.
Movimento – A pré-candidatura do ex-prefeito de Toritama, Edilson Tavares, à Câmara Federal ganhou força dentro do Progressistas após agenda em Brasília ao lado do prefeito Sérgio Colin. A direção do partido tem tratado o nome do ex-gestor como prioridade, especialmente pela ligação direta com o Polo de Confecções.
Bivar é pai e mãe - Em entrevista concedida à Rede Pernambuco de Rádios, o prefeito de São Caetano, Josafá Almeida, falou sobre a possibilidade de uma dobradinha política entre seu irmão, Jobson Almeida (pré-candidato a deputado estadual), e Juliana de Chaparral (pré-candidata a deputada federal). “Não posso negociar nenhum espaço até que Luciano Bivar defina qual mandato ele irá disputar. O espaço em São Caetano é de Bivar; ele tem sido um pai, uma mãe para o nosso município”, disse.
Com João - Josafá ainda cravou o apoio do seu partido, o PRD, para a disputa pelo Governo do Estado. “Vamos com João Campos, afinal de contas, fazemos parte da federação PRD/Solidariedade. Somos uma federação; não pode ir um para um lado, e outro para o outro. Hoje, a indicação é seguirmos com João”, falou.
PF nas ruas - A cena política estadual foi sacudida na manhã desta quarta-feira com a notícia de que a Polícia Federal havia deflagrado mais uma etapa da Operação Vassalos. Agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão no Recife e em Petrolina, além da Bahia, São Paulo, Goiás e Distrito Federal. A Polícia investiga fraudes em licitação, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. No olho do furacão: Fernando Bezerra Coelho, o deputado Fernando Filho e o ex-prefeito Miguel Coelho.
De pernas pro ar - Em participação no programa “Cidade em Foco”, nesta quarta-feira, o ex-ministro Gilson Machado disse que o governo Lula está de “pernas pro ar”. O motivo, segundo ele, seria a divulgação de uma pesquisa de opinião pública que colocou o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Bolsonaro, numericamente à frente do presidente Lula em cenários de confronto eleitoral.
Fonte: Blog do Alberes Xavier.



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