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Flávio Bolsonaro aposta em discurso de injustiça e tenta ampliar apoios

Brito
há 1 hora
2 min de leitura

A estratégia da campanha bolsonarista é manter o foco na agenda eleitoral e nas articulações para ampliar o arco de alianças - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)


A divulgação de um áudio atribuído ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, publicado pela revista Veja nesta sexta-feira (9/10), entrou no radar da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) em um momento de reorganização da estratégia para o segundo turno. Nos bastidores, integrantes da equipe avaliam que a notícia “veio bem a calhar”, justamente quando o candidato tenta ampliar sua projeção nacional e consolidar alianças políticas.


O senador, por sua vez, voltou a sustentar que foi injustiçado pelas críticas à sua relação com o empresário e procurou estabelecer uma distinção entre o financiamento do filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro, e o suposto patrocínio de uma produção sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele admite, no entanto, ter buscado ao menos R$ 60 milhões para financiar Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente.

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“Fui injustiçado. Vocês não sabem como é difícil disputar um cargo público tomando tanta pancada com mentira. Muita gente me prejulgou porque fui pedir um patrocínio para um filme privado do presidente Bolsonaro sem absolutamente nenhuma contrapartida pelo fato de eu ser senador da República”, afirmou Flávio. 


Ao comentar a gravação divulgada pela Veja, Flávio reforçou a tese de que as situações seriam diferentes. “E o que nós vimos agora, com o áudio do próprio Vorcaro, dizendo o que eu sempre falei desde o dia 1. Com o filme do Bolsonaro não tem nada de errado. Já com o filme do Lula, foi dinheiro por fora. Esse cara recebeu propina. O Bolsonaro pediu patrocínio, e o Lula pediu propina”, declarou.


PF nega

O conteúdo, no entanto, ainda exige apuração. No áudio publicado pela revista, Vorcaro afirma ter colocado dinheiro no documentário sobre Lula, dirigido por Oliver Stone, e diz que o repasse teria ocorrido “por fora”. A Veja relata que um documento apresentado à Procuradoria-Geral da República (PGR), em junho, mencionaria cerca de R$ 30 milhões em espécie para a produção e pagamentos ao Instituto Lula.


A Polícia Federal (PF) negou hoje que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tenha prestado depoimento com o conteúdo relatado em reportagem da revista sobre supostos repasses financeiros para um filme sobre o presidente Lula. Em nota, a PF afirmou que o investigado também não entregou documentos, anexos ou informações com o teor descrito na publicação.


O advogado do banqueiro Daniel Vorcaro, o criminalista Daniel Bialski, também negou que a existência de depoimento recente do cliente citando suposto repasse de dinheiro para financiar um filme sobre o petista.  


Dentro da campanha, porém, a repercussão é vista como uma oportunidade para Flávio retomar a narrativa de que vem sendo alvo de acusações injustas. Um integrante ouvido pelo Correio avalia que conteúdos que circularam contra o senador também têm contribuído para fortalecer essa percepção entre seus apoiadores. A equipe procura, ao mesmo tempo, afastá-lo da polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida e a suposta ameaça de retirada o título de Padroeira do Brasil. A estratégia é manter o foco na agenda eleitoral e nas articulações para ampliar o arco de alianças.


Fonte : Correio Braziliense.

 
 
 

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