Festejos estão no calendário de 94% dos Municípios e geram emprego e renda, revela estudo da CNM
- Brito
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Cerca de 94% dos Municípios informaram existir festejos no calendário local. O dado faz parte de uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) que ouviu 1.515 Municípios, dos 5.569. A Confederação divulga o resultado do
levantamento nesta segunda-feira, 1º de junho, mês tradicionalmente marcado pelos festejos juninos.
De acordo com a pesquisa da CNM, as festividades juninas são realizadas por 90% dos entrevistados. Além de reforçar a identidade cultural brasileira, esses festejos representam uma das principais estratégias de promoção da cultura, desempenhando um importante papel na preservação das tradições e geração de impactos econômicos – já que mobilizam cadeias produtivas, geram emprego e renda e fortalecem o turismo local.
Outros eventos como os cívicos, estão presentes em 91% dos entrevistados, os religiosos acontecem em 90% das localidades, seguidos pelos festejos regionais (72%) e folclóricos (69%), e os agropecuários (49%), que estão presentes no calendário de metade dos Municípios brasileiros.
Execução A CNM questionou os Municípios acerca do papel da prefeitura na execução das festividades, seja através de recursos financeiros, da cessão de espaços físicos ou do recebimento de transferências para essa finalidade. A Confederação constatou que nove a cada 10 Municípios aplicam recursos públicos nos festejos e que, considerando a faixa de recursos investidos, dois a cada três Municípios (67%) investem pelo menos R$ 100 mil para a sua realização.
O estudo da CNM observou ainda que entre os principais efeitos observados destacam-se a expansão do turismo e do comércio, além da boa avaliação por parte da população.
Cerca de 74% dos Municípios indicaram a geração de empregos como um dos benefícios associados à realização de eventos, enquanto 73% apontaram a elevação da arrecadação municipal.
“Esses resultados evidenciam que as festividades desempenham um papel relevante na dinamização das atividades econômicas locais, ampliando a circulação de renda especialmente em setores como comércio, serviços e turismo. Por outro lado, evidencia a necessidade de planejamento e transparência na aplicação dos recursos destinados às festividades”, avalia o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.
Fonte: Da Agência CNM de Notícias.



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