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Federação PSDB/Cidadania pede ao TRE saída da chapa de Raquel Lyra

  • Brito
  • há 24 horas
  • 2 min de leitura

Raquel Lyra. Foto: Júlio Gomes/LeiaJá


A disputa pelos preciosos segundos no guia eleitoral gratuito transformou a aliança em torno da reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) no mais novo capítulo da guerra jurídica das eleições em Pernambuco. Em meio a um cabo de guerra que envolve diretórios locais e cúpulas nacionais, a Federação PSDB/Cidadania acionou formalmente o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) para ser desvinculada imediatamente da coligação “Pernambuco de Coração”, encabeçada pela candidata ao Palácio do Campo das Princesas.


Diante da urgência do calendário eleitoral, o relator do caso no TRE-PE, desembargador Paulo Machado Cordeiro, fixou um prazo exíguo de 24 horas para que a chapa de Raquel Lyra se manifestasse sobre o pedido de desligamento.


O magistrado justificou a celeridade com base na iminência da definição do plano de mídia da propaganda gratuita de rádio e televisão.


Como o tempo de exibição de cada candidato é diretamente proporcional ao tamanho e ao número de legendas que integram a sua coligação, o desfecho do impasse impacta diretamente o tempo de rádio e TV dos concorrentes ao governo estadual.


O imbróglio ganhou força após uma ofensiva da coligação “Frente Popular de Pernambuco”, liderada pelo candidato a governador e ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB). A aliança opositora provocou a Justiça Eleitoral questionando a validade da permanência dos tucanos e da legenda aliada ao lado da governadora.


O desencontro de posições remonta às convenções: enquanto as direções estaduais do PSDB e do Cidadania aprovaram o apoio a Raquel Lyra em 31 de julho, as cúpulas nacionais dos partidos agiram no último dia do prazo das convenções. Liderada por Aécio Neves e Alex Manente, uma comissão interventora da federação anulou a convenção pernambucana para decretar neutralidade na disputa majoritária, movimento influenciado pela decisão do Cidadania nacional em apoiar a candidatura de João Campos.


Apesar do pedido formal de desembarque apresentado na Justiça, o diretório estadual do PSDB tratou de enfatizar que apenas cumpriu do ponto de vista burocrático a deliberação da comissão interventora, ratificando que o seu posicionamento local permanece inalterado ao lado de Raquel.


Caso o TRE-PE confirme a retirada da federação, a coligação da governadora passará a contar com o suporte de seis legendas: PSD, Podemos, Avante, Novo e a Federação União Progressista (União Brasil/PP). Por outro lado, a Frente Popular de João Campos ostenta uma robusta coligação de 12 agremiações, agregando PSB, Republicanos, MDB, PDT, Agir, Mobiliza, DC, além das federações PT/PCdoB/PV e PRD/Solidariedade.


Disposta a conter eventuais perdas em seu tempo de rádio e TV, a defesa jurídica de Raquel Lyra já acionou o tribunal para garantir a manutenção do apoio da federação. A aliança governista contesta a legalidade da reunião promovida pela comissão interventora, argumentando que a deliberação inicial, tomada em 31 de julho, é de caráter irrevogável e que o colegiado estadual não possuía atribuição para alterar coligações.


A chapa da governadora aponta ainda vícios formais no ato da intervenção, alegando ausência de edital dentro do prazo regulamentar e falta de quórum, e questiona a contradição da cúpula nacional em querer anular o apoio à disputa majoritária mantendo válidas as escolhas para as chapas proporcionais.


Fonte : LeiaJa.

 
 
 

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Brito

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