Eleições de 2026 desafiam deputados a conciliar campanha e mandato na Alepe
- Brito
- há 7 horas
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Com a aproximação das eleições de 2026, os deputados estaduais começam a enfrentar o desafio de conciliar as atividades parlamentares com os compromissos relacionados à pré-campanha. Em Pernambuco, a movimentação política já ganhou força. O ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo do estado, João Campos (PSB), tem intensificado agendas pelo interior, enquanto a governadora Raquel Lyra (PSD) amplia o ritmo de entregas e anúncios de obras em diferentes regiões.
Na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a expectativa é que o calendário eleitoral não comprometa o andamento dos trabalhos da Casa. Segundo o presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto (PSDB), os parlamentares estão cientes da necessidade de equilibrar as demandas políticas e legislativas.
“Compreendemos que temos o desafio de conciliar os trabalhos legislativos com as agendas pré-eleitorais e eleitorais dos deputados. Mas estamos mobilizados e conscientes dos nossos compromissos, tanto na Assembleia quanto junto às bases eleitorais”, afirmou.
Porto também avaliou que a disputa eleitoral não deve prejudicar o funcionamento do Legislativo estadual.
“Temos certeza de que a Alepe seguirá trabalhando, legislando e fiscalizando, sem prejuízo nas votações, nas suas atribuições e nos compromissos assumidos”, disse.
O presidente acrescentou ainda que espera que o ambiente político permaneça dentro dos limites institucionais durante o período eleitoral.
“Nossa expectativa é que os debates aconteçam normalmente, cada um defendendo suas convicções e bandeiras dentro da ética e do respeito inerentes ao exercício dos mandatos”, completou.
Oposição
Para o líder da oposição na Alepe, deputado Sileno Guedes (PSB), o desafio será equilibrar a atuação parlamentar com a intensa agenda eleitoral que deve marcar o segundo semestre. O parlamentar destacou que caberá à Assembleia definir um calendário que permita a continuidade dos trabalhos legislativos sem ignorar a realidade de um ano pré-eleitoral.
“A Assembleia deve estabelecer um calendário para conciliar essas atividades, porque não sou apenas eu que sou candidato; os 49 deputados são candidatos. O presidente deve definir e delimitar esse período, e nós vamos cumprir o que a Casa decidir. Nos momentos em que for necessário estar na Assembleia, estaremos aqui. Nos momentos em que estivermos livres para fazer campanha, vamos fazê-la”, afirmou.
Apesar da proximidade das eleições, Sileno acredita que a rotina legislativa seguirá normalmente. Segundo ele, os parlamentares sabem distinguir o papel institucional da Casa das disputas políticas que marcam o período eleitoral.
“Todos os deputados e deputadas têm maturidade para compreender o que é o trabalho legislativo e qual é o papel da Assembleia. Vamos continuar apreciando as matérias de interesse de Pernambuco, sejam elas do Poder Executivo, dos demais poderes ou dos próprios parlamentares”, declarou.
O líder oposicionista também sinalizou que a tribuna continuará sendo utilizada para fazer críticas à gestão estadual e confrontar o discurso apresentado pelo governo.
“O debate na tribuna será um debate político. Da nossa parte, será para mostrar aquilo que consideramos a inoperância do governo e para apontar que muitas informações divulgadas não condizem com a realidade. O que o governo mostra no Instagram e nas propagandas nem sempre corresponde ao que está na vida das pessoas. Vamos continuar cumprindo esse papel. Aliás, fazemos isso desde o primeiro dia deste governo”, criticou.
Governistas
Líder do governo na Alepe, a deputada Socorro Pimentel (PSD) afirmou que a aproximação das eleições de 2026 não representa uma mudança significativa no ambiente político da Casa. Segundo ela, o clima de disputa eleitoral já faz parte da rotina do Legislativo estadual há mais de um ano, marcado por embates frequentes entre governo e oposição.
“A gente já vivencia um ambiente conturbado na Assembleia Legislativa há cerca de um ano e meio. Houve uma antecipação do processo eleitoral e isso já faz parte do nosso cotidiano. Não é nenhuma novidade. Assumi a liderança do governo no dia 3 de fevereiro de 2025 e, desde então, já convivíamos com essa antecipação do debate eleitoral”, afirmou.
Na avaliação da parlamentar, parte desse cenário está relacionada à configuração política da Casa, que, segundo ela, difere das gestões anteriores.
“Tivemos algo neste mandato da governadora Raquel Lyra que não ocorreu nos governos anteriores: um presidente da Assembleia que faz oposição à governadora. De qualquer forma, isso dificultou muito os trabalhos e os ritos da Casa. Tivemos muitas dificuldades, que foram superadas, mas não no tempo que gostaríamos”, declarou.
Fonte : Blog da Folha de PE.



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