Eduardo Leite tenta viabilizar seu nome como terceira via em 2026
- Brito
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Por Larissa Rodrigues – repórter do blog
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), tenta viabilizar sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições deste ano, se tornando uma alternativa ao que chamou de “polarização fratricida” entre os campos lulista e bolsonarista. O gestor foi o entrevistado de ontem (13) do podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco.
Eduardo Leite acredita que há uma parcela da população cansada dos quadros atuais da política brasileira e é preciso oferecer uma opção para esse eleitorado. O gestor tem o nome defendido por outras lideranças, como o presidente do Cidadania, o ex-senador pernambucano Roberto Freire, que lançou o nome de Leite como caminho neste mesmo espaço.
Na eleição de 2018, Eduardo Leite venceu a disputa pelo Rio Grande do Sul no segundo turno, com 53% dos votos válidos, derrotando o ex-governador José Ivo Sartori (MDB). Tornou-se um dos governantes mais jovens da história do Estado e o primeiro chefe de Poder Executivo brasileiro abertamente homossexual.
Foi reeleito em 2022 e, após a vitória, escolhido presidente nacional do PSDB, sucedendo Bruno Araújo. Porém, em maio de 2025, migrou para o PSD, de Gilberto Kassab, após 24 anos no ninho tucano. Inclusive, Leite citou a antiga polarização entre PSDB e PT para exemplificar a necessidade de mudanças no quadro político atual da nação.
“Tenho convicção de que muitos brasileiros, assim como eu, não se conformam com essa polarização que está aí. Polarização sempre houve. Lá na década de 90, início dos anos 2000, havia uma polarização entre o PSDB e o PT. Mas essa que está aí (lulismo x bolsonarismo) é absolutamente fratricida, coloca brasileiros contra brasileiros. O que mais a gente assiste no debate político entre esses dois polos é a tentativa de destruição um do outro”, criticou.
Para Leite, o Brasil precisa ir às urnas votar por um projeto de país. “Vou trabalhar fortemente a partir do meu partido, do PSD, para que a gente possa ajudar a construir um caminho alternativo a essa polarização, oferecer aos brasileiros a oportunidade de ir para as urnas para votar a favor de alguém e de um projeto de país, e não simplesmente para votar contra um dos dois”, destacou.
Perda de energia – O governador do Rio Grande do Sul apontou a perda de energia da política brasileira atual, que, em vez de concentrar esforços em apresentar soluções para o Brasil, tenta destruir opositores. “Tem que atacar os problemas, não ficar atacando uns aos outros. Como a gente falou, tem problema de segurança pública, de infraestrutura, de formação de mão de obra, de educação, nas prestações de serviços públicos, como na saúde. O Brasil tem gargalos que limitam o nosso desenvolvimento, precisam ser atacados e enfrentados, mas perde-se um tempo e uma energia monumental simplesmente tentando apontar o dedo para culpados, que é o mais fácil”, argumentou.
Sem apoio para Flávio – Para o governador gaúcho, a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência não contará com o aval do PSD, porque a legenda não quer entrar em campo radicalizado. “Se houvesse uma disposição daquele campo de fazer um gesto mais em direção ao centro, que poderia ser inclusive representado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (RP), haveria a disposição do PSD de apoiar. Mas não é isso que se apresenta, que é justamente essa radicalização. O que trabalhamos é justamente para trazer o país mais para a moderação, a serenidade, o equilíbrio. Isso é o que eu defendo, que é o DNA do PSD”, frisou.
Por falar em eleições – O uso das urnas eletrônicas no Brasil completa 30 anos em 2026. Considerado uma inovação que transformou a votação no país, o primeiro modelo possuía poucas funcionalidades. Basicamente, teclado numérico semelhante ao de um telefone, com números em braile. Não havia coleta biométrica, por exemplo. Em 1996, o equipamento foi utilizado em todas as capitais e em 31 municípios com mais de 200 mil eleitores, atingindo cerca de 30% do eleitorado do país. A exceção foi o Distrito Federal, que não tem eleições municipais. As informações são da CNN.
Miguel defende hospital regional – O ex-prefeito de Petrolina, no Sertão, e pré-candidato ao Senado Miguel Coelho (UB) criticou o fato de a cidade ainda não ter um hospital regional, afirmando que o município elegerá um senador sertanejo para mudar essa realidade. “Petrolina não é conhecida por ser refém ou ficar a reboque nem de Governo do Estado, muito menos de Governo Federal. É da nossa força política que Petrolina, junto com o povo de Pernambuco, vai eleger um senador sertanejo para a gente poder fazer este hospital”, defendeu. As informações são do Blog da Folha.
Silvinho focado no Senado – O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (RP), anunciou, ontem (13), que deixará o comando da pasta em abril para se dedicar integralmente ao projeto eleitoral de 2026. Pré-candidato ao Senado, ele afirmou que a desincompatibilização seguirá o calendário legal e permitirá maior foco na construção de sua candidatura. “Estou trabalhando muito para cada vez mais consolidar a nossa candidatura ao Senado. Me sinto pronto e preparado para representar Pernambuco no Senado. Tive o privilégio de ser vereador do Recife, deputado estadual, secretário de Estado, deputado federal e agora ministro. Por tudo isso, me sinto pronto para representar Pernambuco no Senado”, afirmou.
CURTAS
Empréstimos para PE – Serão escolhidos hoje (14) os relatores na Comissão de Justiça (CCLJ) da Alepe dos projetos enviados pelo Governo do Estado à Casa em regime de urgência, no período extraordinário que está em vigor. Entre as propostas, está a que solicita autorização para contratação de mais empréstimos para Pernambuco, um no valor de R$ 2,7 bilhões, junto à Caixa Econômica, e R$ 2,5 bilhões com o Banco do Brasil.
Articulação de Débora e Mendonça – A governadora Raquel Lyra (PSD) deu início, na última segunda-feira (12), às obras de restauração da rodovia PE-180, no trecho que liga os municípios de São Bento do Una e Belo Jardim, no Agreste. A intervenção atende a uma solicitação da deputada estadual Débora Almeida (PSDB), apresentada em parceria com o deputado federal Mendonça Filho (UB), que encaminharam o pedido ao governo diante da importância estratégica da via para a região.
ExpoSerra 2026 – A CDL e o Sindcom de Serra Talhada anunciaram oficialmente a realização da 26ª ExpoSerra, Feira de Indústria, Comércio e Serviços de Serra Talhada, marcada para os dias 13, 14 e 15 de agosto de 2026. O evento será realizado no município de Serra Talhada e reúne empresas, empreendedores e representantes de diversos setores produtivos da região.
Perguntar não ofende: Terceira via terá viabilidade nas eleições de 2026?
Fonte: Blog do Magno Martins.



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