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Discurso da equidade de gênero não prevaleceu na escolha do vice de João Campos

Brito
10 de ago. de 2024
2 min de leitura


Em 2020, a tônica do debate nacional era a equidade de gênero e a liberdade da mulher nos espaços da sociedade. Esse discurso certamente faria diferença nas eleições daquele ano e o então candidato João Campos (PSB) aproveitou para propor compromissos importantes. Passados quatro anos, o primeiro gesto da sua campanha de reeleição foi tirar uma mulher da vice para indicar um homem.


O prefeito tinha uma missão difícil em sua estreia nas eleições municipais. O contexto pediu uma candidata para assumir a Prefeitura do Recife pela primeira vez na história e Marília Arraes (Solidariedade) se apresentou como esse nome.


No meio da ‘arenga’ familiar que foi aquela eleição, João conseguiu equilibrar a pauta de gênero com dois movimentos interessantes. Primeiro, antecipou que metade do seu secretariado seria feminino. Em seguida, anunciou Isabella de Roldão (PDT) como vice para garantir a representatividade na foto do palanque. A aliança com o PDT, de quebra, tirou um concorrente que vinha fazendo barulho na época, o deputado federal Túlio Gadêlha, que abandonou o partido após ser sacado do pleito.


Após o destaque dos quatro anos à frente da Prefeitura, João Campos chega em 2024 em condições seguras de reeleição. O conforto eleitoral que sua gestão conseguiu para este ano também possibilitou deixar a o discurso da equidade de gênero em segundo plano.


Sem repetir a dobradinha com Roldão, o prefeito não quis dividir a campanha com uma mulher e deu espaço para o amigo de infância e ex-chefe de gabinete, Victor Marques (PCdoB). Sem espaço em meio a tantos movimentos políticos, a opção para a vice-prefeita foi dar uma pausa na carreira por tempo indeterminado.


Fonte : Leia Já.

 
 
 

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Brito

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