top of page
Buscar

Digimais usou “modelo operativo” adotado pelo Banco Master, diz PF

  • Brito
  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

A representação da Polícia Federal (PF) que fundamentou a operação contra o Banco Digimais, deflagrada nesta terça-feira (23/6), aponta que a instituição do bispo evangélico Edir Macedo seguiu o mesmo modus operandi do Banco Master, pivô de um dos maiores escândalos financeiros da história do país.


Os policiais cumprem nove mandados de busca e apreensão contra alvos ligados ao Digimais. O bispo não foi alvo dos mandados por residir no exterior, mas teve a quebra de sigilo e o bloqueio de bens decretados pela Justiça. Ao todo, foram bloqueados mais de R$ 670 milhões de 10 dos alvos da operação.


Quem são os alvos da operação

Mandados de busca e apreensão


  • Marcelo de Lima Brasil

  • João Alves de Campos

  • Rodrigo Ruggero

  • João Luiz Urbaneja

  • Thiago Rodrigues Urbaneja

  • José Roberto Giancoli Filho

  • Rodrigo Balassiano

  • Banco Digimais S.A.

  • ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.


Quebra de sigilo fiscal

  • B.A. Empreendimentos e Participações S/A

  • Banco Digimais S.A.

  • Bless Capital Gestora de Recursos

  • Digimais Securitizadora de Créditos Financeiros S.A.

  • Edir Macedo Bezerra

  • EXP 1 FIDC-NP

  • Guidare Fim CP

  • Hermon Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados (FIDC-NP) RL

  • ID 112 FIDC-NP

  • ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.

  • João Alves de Campos

  • João Luiz Urbaneja

  • José Roberto Giancoli Filho

  • Marcelo de Lima Brasil

  • Rocha Silva Consultoria e Estruturação (Marcos Serviços de Consultoria Ltda.)

  • Rodrigo Balassiano

  • Rodrigo Ruggero

  • Thiago Rodrigues Urbaneja


Segundo a investigação, os alvos teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira do Banco Digimais. O objetivo seria criar uma aparência de solvência para burlar a fiscalização dos órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares.


No documento, a PF aponta que o banco controlado por Edir Macedo “adotou práticas financeiras temerárias e estreitamente análogas às do extinto Banco Master”. Segundo a corporação, a instituição de Daniel Vorcaro implementou um modelo de captação massiva de recursos, atraindo clientes a partir da emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas de retorno muito superiores às praticadas no mercado.


A representação destaca ainda que tal captação não possuía lastro e sustentou-se na expectativa de cobertura por parte do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), instituição criada para proteger depositantes e investidores em caso de quebra da instituição. De acordo com a PF, isso demonstra que “a gestão utilizou a garantia coletiva para captar liquidez, ocultar o passivo a descoberto e transferir o risco da operação para o sistema financeiro”.


Modelo operativo do Master

O caso do Banco Master é citado no documento, porque, segundo a corporação, contagiou o mercado, funcionou como paradigma para outras instituições financeiras e resume o “modus operandi atualmente sob investigação no Banco Digimais”.

“Aproveitando a assimetria de informação e a confiança dos depositantes na proteção institucional, a diretoria do Banco Digimais replicou a prática de superavaliar ativos mediante a emissão de títulos com rentabilidades desproporcionais aos indicadores de mercado, efetuando manipulações nos balanços, com o objetivo de ocultar dos órgãos de controle a deterioração da sua carteira de crédito”, diz a representação.

A Polícia Federal cita também outros pontos de convergência entre o Digimais e o Master. O documento lembra que, em janeiro de 2025, o ex-sócio e executivo do Banco Master, Maurício Antonio Quadrado, tentou adquirir o Banco Digimais por meio da holding Bluebank. A operação, no entanto, foi vetada pelo Banco Central devido aos riscos associados.


Além disso, o Digimais alocou cerca de R$ 600 milhões em carteiras de direitos creditórios vinculadas ao Banco Master. A PF aponta que a manutenção desses créditos de “origem duvidosa”, somada à captação agressiva de recursos com taxas acima do mercado, sugere a ocorrência de gestão temerária ou fraudulenta por parte da instituição de Edir Macedo.


Fonte : Portal Metrópoles.

 
 
 

Comentários


Brito

São Lourenço da Mata - PE

©2024 por Brito. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page