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Câmara do Recife reforça força política de João Campos

  • Brito
  • há 9 minutos
  • 3 min de leitura

O arquivamento do pedido de impeachment do prefeito do Recife, João Campos, era um desfecho amplamente esperado, mas ainda assim carrega forte simbolismo político. A proposta, apresentada pelo vereador Eduardo Moura (Novo), foi derrotada de forma contundente no plenário da Câmara Municipal: apenas nove vereadores votaram a favor do impeachment, enquanto 25 se posicionaram contra, beneficiando diretamente o prefeito e reforçando a dimensão de sua ampla maioria legislativa. O placar não deixou margem para dúvidas quanto à correlação de forças e evidenciou que a iniciativa tinha alcance político limitado desde a largada.


Mais do que uma simples votação, o resultado escancarou as dificuldades estruturais da oposição no Recife. Os nove votos favoráveis mostram que existe um núcleo crítico ao governo, mas ele segue isolado, sem capacidade de ampliar alianças ou construir uma narrativa que sensibilize o conjunto do Legislativo e a opinião pública. A proposta de Eduardo Moura acabou circunscrita a um gesto político de afirmação ideológica, sem lastro suficiente para tensionar o governo ou criar um ambiente de instabilidade. Faltou densidade política, articulação prévia e, sobretudo, um discurso capaz de ir além do nicho oposicionista.


Para João Campos, o episódio se converteu em ganho político. A derrota expressiva do impeachment reforça a imagem de controle e estabilidade do governo na Câmara, além de oferecer ao prefeito a oportunidade de reafirmar o discurso de foco na gestão e na agenda administrativa. O placar de 25 votos contrários ao pedido funciona como uma espécie de certificado de governabilidade, fortalecendo o prefeito tanto diante da base aliada quanto perante potenciais adversários. Na prática, o arquivamento consolidou a leitura de que, ao menos no curto e médio prazo, não há risco institucional relevante ao seu mandato.


O caso, porém, deixa um recado claro para a oposição. Investir em instrumentos extremos, como pedidos de impeachment, sem uma base política sólida, tende a produzir efeito reverso: em vez de fragilizar o governo, acaba expondo a fragilidade de quem acusa. Se quiser ocupar um espaço mais relevante no debate político da cidade, a oposição precisará abandonar movimentos isolados e apostar em uma atuação mais estratégica, com fiscalização consistente, pautas concretas e maior conexão com a sociedade. Do contrário, seguirá colecionando derrotas previsíveis, como a que resultou em apenas nove votos favoráveis e um impeachment arquivado de forma quase protocolar.


Filiações – Na próxima sexta-feira, o prefeito de Gravatá, Padre Joselito, e a primeira-dama Viviane Facundes, oficializarão a filiação ao PSD da governadora Raquel Lyra. O Padre Joselito será o 76º prefeito a se filiar ao partido, enquanto Viviane tentará uma cadeira na Alepe pela legenda da governadora.


Disputa interna – A disputa dentro da federação União Progressista está acirrando os ânimos dos envolvidos. Eduardo da Fonte e Miguel Coelho estão travando uma disputa pela indicação da federação para o Senado. O prefeito João Campos garante uma vaga à federação, desde que o indicado seja Miguel Coelho. A governadora Raquel Lyra considera dar as duas vagas à federação, o que pode dissipar a disputa interna.


Infraestrutura – A governadora Raquel Lyra se reuniu nesta terça-feira (3), em Brasília, com o ministro dos Transportes, Renan Filho, para tratar do avanço e da ampliação de obras estratégicas de infraestrutura viária em Pernambuco, como o Arco Metropolitano, a travessia urbana de Toritama, na BR-104, e a duplicação da BR-423, além da duplicação da BR-232 no trecho entre São Caetano e Belo Jardim; na pauta também esteve a construção do Viaduto da Vitarella, na BR-101, cuja licitação será aberta em breve, e a pavimentação da BR-110, no Sertão, com investimentos que somam centenas de milhões de reais em parceria com o governo federal, reforçando a articulação institucional para melhorar a mobilidade, a segurança viária e o escoamento da produção no Estado.


Inocente quer saber – O que prevalecerá na disputa interna da União Progressista?


Fonte: Blog do Edmar Lyra.

 
 
 

Brito

São Lourenço da Mata - PE

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