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Competitividade de Allyson Bezerra coloca em xeque continuidade do PT no Rio Grande do Norte

Brito
há 10 horas
4 min de leitura

A pesquisa DataTrends divulgada nesta terça-feira (20) confirma a competitividade de Allyson Bezerra (União Brasil) na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Com 52% dos votos válidos, contra 48% de Cadu de Lula (PT), o ex-prefeito de Mossoró chega à reta final da eleição em posição numericamente favorável, demonstrando capacidade de enfrentar uma candidatura apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O desempenho de Allyson ganha ainda mais relevância por representar uma alternativa ao grupo político que governa o estado há oito anos, sob a liderança de Fátima Bezerra. A vantagem de quatro pontos percentuais, embora não assegure uma vitória, evidencia que o candidato conseguiu construir uma alternativa eleitoral competitiva diante da estrutura política governista.


Um dos principais fatores que ajudam a explicar esse cenário é a desaprovação da governadora Fátima Bezerra, que alcança 56%, enquanto sua aprovação fica em 40%. Esses números representam um obstáculo para Cadu, que foi secretário da Fazenda e tem na governadora sua principal madrinha política. Ao contrário de Allyson, que pode explorar o sentimento de mudança, o candidato petista precisa defender a continuidade de uma administração desgastada perante parcela significativa do eleitorado. A associação com Lula representa um importante ativo político, mas não elimina as dificuldades decorrentes da avaliação negativa do governo estadual. A eleição potiguar demonstra, portanto, que a força do presidente da República não necessariamente se traduz em transferência integral de votos para seus aliados.


A trajetória de Allyson também merece atenção. Eleito prefeito de Mossoró em 2020 e reeleito em 2024, consolidou uma liderança regional que conseguiu ultrapassar os limites do município. Sua candidatura ao governo demonstra capacidade de dialogar com diferentes segmentos políticos e eleitorais, apresentando-se como uma alternativa de centro em uma disputa marcada pela polarização nacional. Em Mossoró, seu principal reduto, Allyson registra 70% das intenções de voto, contra 28% de Cadu. Na região de Natal, os números apontam equilíbrio, com 48% para Allyson e 47% para o petista. Essa distribuição evidencia que o ex-prefeito não depende exclusivamente de sua base eleitoral para permanecer competitivo na disputa estadual.


Outro aspecto relevante é que Allyson chega ao segundo turno depois de enfrentar adversários posicionados em diferentes campos ideológicos. Sua capacidade de atrair parte dos eleitores que não apoiaram sua candidatura no primeiro turno pode ser decisiva para o resultado. Ao mesmo tempo, Cadu procura ampliar sua votação com o apoio de Lula e a mobilização das estruturas partidárias. O desafio do petista é transformar essa força política em votos suficientes para superar a vantagem adversária, especialmente diante da resistência à continuidade da administração estadual.


A quatro dias da eleição, o Rio Grande do Norte apresenta uma disputa aberta, mas com Allyson Bezerra numericamente à frente. Sua competitividade demonstra que uma candidatura de centro, construída a partir de uma gestão municipal bem-sucedida eleitoralmente, pode enfrentar o peso de uma estrutura governista estadual e o apoio presidencial. Se conseguir transformar essa vantagem em vitória no próximo domingo, Allyson protagonizará uma das mudanças políticas mais significativas do Nordeste em 2026, encerrando o ciclo petista no governo potiguar.


Vitória de Victor Marques – A Câmara Municipal do Recife realizará nesta quarta-feira (21), às 15 horas, a eleição da nova Mesa Diretora, que deverá sacramentar Samuel Salazar (MDB) na presidência e Marco Aurélio Filho (PV) na primeira-secretaria. A composição representa uma importante vitória política do prefeito Victor Marques, que terá aliados incondicionais nos dois principais cargos da Casa de José Mariano. O resultado sinaliza a pacificação do Legislativo municipal e garante ao gestor maior tranquilidade e previsibilidade na relação com os vereadores durante os próximos dois anos.


Flávio mantém vantagem – A cinco dias do segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL) permanece numericamente à frente de Lula (PT) em levantamentos presidenciais. Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira aponta 52% dos votos válidos para Flávio, contra 48% do petista, configurando empate técnico. O cenário demonstra a competitividade do senador e amplia a pressão sobre Lula, que precisa conquistar votos na reta final para assegurar a reeleição.


Dinheiro na campanha – A campanha de Flávio Bolsonaro ganhou impulso financeiro no segundo turno. Entre os dias 5 e 16 de outubro, o candidato do PL arrecadou R$ 20,3 milhões em doações de pessoas físicas, quase três vezes o volume registrado no primeiro turno e 26 vezes o montante recebido por Lula no mesmo período. Apesar disso, o presidente ainda lidera a arrecadação acumulada da campanha, beneficiado pelos recursos do fundo eleitoral.


Novo Datafolha – O Datafolha divulgará nesta quinta-feira (22) sua penúltima pesquisa presidencial antes do segundo turno, marcado para domingo. No levantamento anterior, Flávio Bolsonaro apareceu com 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula. A nova rodada será importante para identificar possíveis movimentos do eleitorado após o debate da Band e avaliar se a vantagem numérica do candidato do PL se mantém ou se o presidente consegue reduzir a diferença na reta final.


Inocente quer saber – Como será a eleição para o governo do Rio Grande do Norte no próximo domingo?


Fonte : Blog do Edmar Lyra.

 
 
 

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Brito

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