Com crise instalada em torno da vaga ao Senado, Palácio tenta mudar o foco
- Brito
- há 21 horas
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ESCRITO POR WELLINGTON RIBEIRO – BLOG PONTO DE VISTA
As declarações do pré-candidato ao Senado Miguel Coelho, dadas durante entrevista ao Programa Café no Ponto, da TV Nova, parecem ter inaugurado um novo momento dentro da disputa pelas vagas ao Senado na chapa encabeçada pela governadora Raquel Lyra.
Ao afirmar, sem rodeios, que não trabalha com qualquer plano alternativo que não seja disputar o Senado, chegando inclusive a admitir a possibilidade de uma candidatura “avulsa”, Miguel elevou significativamente a pressão sobre o Palácio quanto à definição da composição majoritária para 2026.
“Eu fico tranquilo que eu serei candidato a senador, nem que o União vá avulso, a Federação vá avulso. Então, isso de forma tranquila, objetiva, disse isso para a governadora Raquel Lyra, disse isso, inclusive para Eduardo da Fonte, que é presidente do PP… que se a gente não tiver uma unidade, melhor dizendo, dentro da Federação, tá resolvido, sai os dois, tanto eu quanto Dudu, somos candidatos avulsos ao Senado, e vamos deixar quem é importante decidir, o povo”, afirmou.
Embora integrantes do governo tentem tratar o tema como uma questão restrita à Federação União Progressista, que também abriga a pré-candidatura de Eduardo da Fonte ao Senado, nos bastidores a avaliação é diferente. Para observadores mais atentos do cenário político, a fala de Miguel explicitou algo que até então vinha sendo tratado de forma silenciosa: a dificuldade crescente de acomodar interesses distintos dentro da base governista.
“Isso não é algo que me tira o sono sabe (ser candidato ao Senado), Wellington? Até porque eu sei que quem vai definir é a governadora Raquel Lyra”, afirmou Miguel durante a entrevista.
Percebendo o potencial desgaste provocado pelo tema, o Palácio rapidamente iniciou uma movimentação para tentar deslocar o centro das atenções. A estratégia passou por estimular narrativas de que o grupo liderado por João Campos estaria revendo a presença de Marília Arraes na chapa adversária ao Senado.
No meio político, porém, essa hipótese sequer ganhou força. Pelo contrário: Marília continua aparecendo com competitividade nos levantamentos eleitorais e João Campos tem ampliado agendas conjuntas com a pedetista, num movimento interpretado como sinalização política clara.

João Campos e Marília Arraes em São José do Belmonte
Enquanto isso, o problema central permanece sem solução: a disputa interna pela vaga ao Senado no campo governista continua aberta e, cada vez mais, transforma-se num dos principais desafios políticos para Raquel Lyra administrar nas próximas semanas.
Fonte: Blog Ponto de Vista.



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