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Com campanha nichada, PL do Recife sufoca concorrentes e consegue o 2º lugar

Brito
24 de ago. de 2024
2 min de leitura

Gilson Machado, candidato a prefeito do Recife. Foto: Júlio Gomes/LeiaJá


Por mais que se recuse a ideia, não há como negar que o PL do Recife conseguiu chegar aonde outros partidos tentam há anos, nas eleições municipais. Com uma aposta arriscada, o partido chega marchando sozinho na capital pernambucana e mesmo assim tem conseguido resultado. A mais recente pesquisa Datafolha, de quinta-feira (22), apontou que após o primeiro lugar de João Campos, com 76% da preferência, Gilson Machado (PL), está no segundo lugar, com 6% das intenções de voto. A posição deixa candidatos como Daniel Coelho (PSD) e Dani Portela (PSOL), que vêm de um histórico de concorrer em eleições no município e no estado, com 5% e 4% da preferência, respectivamente.


O que fez, então, o ex-ministro do Turismo, que tem apenas o ex-presidente Bolsonaro sobre sua cabeça, passar na frente de candidatos que já caminham há um tempo na política recifense e pernambucana Certamente não seria sua trajetória de longos anos na política.


Sanfoneiro, veterinário e empresário de banda, o candidato do PL do Recife só veio se mostrar na política nacional a partir de 2019, quando foi presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e ministro do Turismo e Cultura do governo Bolsonaro.


Tentativa de dialogar com nichos

De acordo com o deputado estadual Coronel Feitosa (PL), a ideia é abrir os debates em diferentes nichos, trazendo junto os candidatos a vereador. “Cada candidato [a vereador], dentro do seu nicho. dentro do seu campo de atuação, vai procurar angariar o maior número de votos. Então, nós temos candidatos que tem uma identificação maior com o alinhamento com o governo federal passado, que é com o presidente Bolsonaro. Nós temos candidatos do segmento evangélico, temos candidato do segmento católico, temos candidato que é de movimento popular estudantil”, listou.

Deputado estadual Coronel Feitosa. Foto: Júlio Gomes/LeiaJá


Os públicos, porém, por mais que sejam listados como variados pelo parlamentar, não se distanciam muito no quesito ideológico e nem avançam sobre outros personagens do meio político, uma vez que são todos correligionários, e em sua maioria, iniciantes na política. O ponto em comum dos grupos é o alinhamento político com o ex-presidente da República, que lidera a extrema-direita há alguns anos no Brasil. Mesmo tentando trazer exemplos de grupos diferentes com quem vem dialogando, o PL do Recife, assim como em outros municípios, se mantém em suas bases.


Coronel Feitosa, por fim, ainda comentou sobre o objetivo das eleições para a Câmara Municipal. Atualmente, o partido conta com três cadeiras, mas quer expandir para cinco.


“Essa identidade dos candidatos que nós procuramos fazer com que tivesse na nossa chapa. Bem como também, sob o ponto de vista territorial, é o que vai fazer com que a gente tenha um maior quantitativo de votos, e logicamente aumentar o número de cadeiras na Câmara hoje”, disse.


Fonte :Leia Já.

 
 
 

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