CNM participa de oficina sobre qualidade, segurança e o conforto para o deslocamento a pé nos Municípios

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) participou da Oficina Participativa para Qualificação da Caminhabilidade no Plano Nacional de Mobilidade Urbana (PlanMob-Brasil). Promovida pela Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana (Semob), do Ministério das Cidades, em parceria com o Instituto Caminhabilidade, a atividade, realizada no dia 10 de setembro, em Brasília, reuniu órgãos públicos e entidades para construir recomendações para a mobilidade a pé.
A caminhabilidade mede a qualidade, a segurança e o conforto dos espaços públicos para o deslocamento a pé nas cidades e tem relação, por exemplo, calçadas bem conservadas, iluminação adequada, travessias sinalizadas e respeito ao pedestre. A CNM foi representada no evento pelo analista técnico da área de Transporte e Mobilidade, Hernany Reis, que contribuiu a partir da perspectiva municipal. A entidade reforçou que as ações nacionais devem considerar as diferentes realidades locais e as capacidades técnicas, institucionais e financeiras dos Municípios.
A Semob apresentou o processo de construção do PlanMob-Brasil, com resultados preliminares da consulta pública, elementos do diagnóstico e da visão de futuro, além do Sistema Nacional de Informações em Mobilidade Urbana (Simu). O debate destacou a necessidade de ampliar o espaço da mobilidade a pé no planejamento, com atenção às calçadas, à acessibilidade e à segurança dos deslocamentos.
O Instituto Caminhabilidade apresentou dados do projeto Cidades Caminháveis pelo Clima. O material aponta que, em Curitiba (PR), as mulheres caminham 70% mais que os homens e que, em Salvador (BA), 56% dos deslocamentos diários das mulheres são feitos a pé. Também evidencia que barreiras de deslocamento afetam de forma mais intensa mulheres, crianças, pessoas idosas, pessoas com deficiência e populações negras e periféricas.
A oficina relacionou caminhabilidade, saúde, meio ambiente, circulação e organização urbana. O estudo destaca que cidades caminháveis podem reduzir em até 25% as emissões dos transportes e associa a mobilidade ativa ao conceito de cidades de 15 minutos. Para a CNM, o tema também deve ser compreendido a partir da cultura de mobilidade e realidade de cada território e dos efeitos da cultura de motorização, que historicamente colocou os veículos motorizados no centro do planejamento urbano, faltando uma maior integração e promoção da infraestrutura de calçadas.
Na etapa participativa, os grupos construíram propostas de ações e metas. Um dos objetivos trabalhado foi: “Que nenhuma pessoa morra por atropelamento ao caminhar nas cidades”, discutindo adequação das velocidades, promoção da Visão Zero, desenho de vias e ruas mais seguras, integração entre órgãos públicos e articulação das obras de infraestrutura urbana com critérios de segurança para pedestres.
Para a CNM, qualificar a caminhabilidade exige integrar planejamento, segurança viária, acessibilidade, financiamento e capacidade de execução municipal. As contribuições serão sistematizadas para subsidiar o PlanMob-Brasil, e a entidade seguirá acompanhando o processo para que a realidade dos Municípios seja bem considerada.
Fonte :Da Agência CNM de Notícias.



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