Campanha de Lula aposta em mais de 300 atos para virar eleição

A estratégia busca levar às ruas a defesa do governo petista e marcar diferenças em relação ao projeto do adversário, Flávio Bolsonaro (PL). - (crédito: Danandra Rocha )
No penúltimo fim de semana antes do segundo turno, a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta na mobilização popular para ampliar o apoio ao candidato neste domingo (11/10). Segundo o ex-ministro da Educação Camilo Santana, ocorrem hoje 300 atos pelo país, organizados por estudantes, movimentos sociais e apoiadores. A estratégia busca levar às ruas a defesa do governo petista e marcar diferenças em relação ao projeto do adversário, Flávio Bolsonaro (PL).
Lula cumpriu agenda neste domingo em São Paulo. Milhares de manifestantes e de lideranças políticas se reuniram na Avenida Paulista em apoio à reeleição.
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O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, afastou-se da pasta a partir deste domingo para se dedicar à campanha. Camilo Santana também passou a integrar a coordenação da candidatura petista. Durante coletiva de imprensa, os dois agradeceram a participação voluntária dos estudantes e dos movimentos sociais nas mobilizações realizadas em diferentes cidades brasileiras.
Camilo afirmou que os atos são importantes para defender a democracia e o projeto político de Lula. Entre as pautas levantadas pela militância, citou o fim da escala de trabalho 6x1 e as críticas ao corte de R$ 250 bilhões que, segundo a campanha petista, estaria associado às propostas da oposição. Para o ex-ministro, a redução de despesas pode atingir principalmente a população mais pobre, com impactos em áreas como educação, universidades e salário mínimo. “O governo Lula é o unico capaz de garantir prosperidade ao povo brasileiro."
O coordenador também mencionou medidas do governo, como a redução de impostos sobre combustíveis em meio às guerras e a iniciativa contra as apostas on-line, as chamadas bets. Na avaliação dele, Lula busca proteger o poder de compra das famílias e garantir melhores condições de vida. Camilo argumentou que a mudança defendida por Flávio Bolsonaro favoreceria os grupos mais ricos e prejudicaria a maioria da população.
Sidônio Palmeira reforçou as críticas ao adversário e relacionou a mobilização deste domingo à votação da proposta sobre a escala 6x1 no Congresso Nacional, prevista para quarta-feira, conforme afirmou. Segundo o ministro, Flávio Bolsonaro defende uma alternativa diferente da apresentada pelos apoiadores do fim desse regime de trabalho. “A mudança dele é para favorecer os poderosos”, declarou.
Fonte : Correio Braziliense.



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