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As mensagens de João

  • Brito
  • há 1 hora
  • 3 min de leitura

Por Lucas Arruda


A convenção da Frente Popular de Pernambuco, no Clube Internacional, serviu para apresentar o tom que o grupo adotará na campanha. Vale aqui reforçar dois pontos. O primeiro: a grande aposta é convencer o eleitor que dá para replicar, em todo estado, aquilo que João Campos (PSB) fez no Recife. Antes de sair da cadeira de prefeito, Campos sustentava uma aprovação expressiva. Isso conta.


E o segundo: o lado opositor – leia-se, o da governadora Raquel Lyra (PSD) – será comumente associado à extrema-direita e às elites. Fato é que o próprio João Campos (PSB) disse, durante o discurso, que “tirará as grades do Palácio do Campo das Princesas” para que o povo não somente se aproxime, mas entre nele. Seja, então, parte da gestão.

Implicitamente, a fala reforça a tradição populista do ex-prefeito do Recife, herdada do seu bisavô, Miguel Arraes, e do seu pai, Eduardo Campos.


Passada a convenção, o gosto que fica é o de que a semana de pesquisas com resultados não tão agradáveis, em parte, não foi suficiente para desanimar a Frente Popular de Pernambuco. Que por sinal, agora vê o outro lado fechar a semana com uma grande interrogação: o que de bom e de ruim trará a escolha por Eduardo da Fonte (PP)?


Se depender do prefeito de Araripina, Evilásio Mateus (PDT), aliado de Miguel Coelho (UB), uma verdadeira virada pode acontecer nos próximos dias. 


EVILÁSIO – Falando em Evilásio Mateus (PDT), pode-se dizer que ele foi um dos personagens mais importantes da convenção. Não teve Alckmin –  nem mesmo fala de Álvaro Porto (MDB) pedindo desculpas por ter apoiado a governadora – capaz de tirar o destaque daquilo que pontuou o prefeito de Araripina: “eu abri a porteira do grupo”. Estava falando dos outros prefeitos aliados de Miguel Coelho (UB). Após a fala, João Campos (PSB) deu um sorriso largo.


MENDONÇA – O titular desta Coluna, Elielson Lima, trouxe uma informação que pode redefinir a disputa ao Senado. Mendonça Filho (PL) está prestes a bater o martelo sobre se sai ou não candidato pela legenda. Vale lembrar que, na última pesquisa Quaest, quando todos os nomes são apresentados, o deputado federal apareceu na terceira posição.


FRASE DO DIA – “É o início de uma caminhada em que nós vamos acordar mais cedo e dormir mais tarde. Se for preciso nem dormir, não dormiremos. Estamos felizes, realizados e fazendo o que a gente gosta”, disse João Campos (PSB) à imprensa após a convenção.


UNIÃO BRASIL – Em uma dura resposta à decisão da governadora Raquel Lyra (PSD) de rifar Miguel Coelho (UB) da disputa ao Senado, o União Brasil deliberou, em convenção, por não formar coligação para os cargos de governador e senador. A orientação partiu da Direção Nacional da legenda. 


DUEIRE – Também preterido na disputa, o senador Fernando Dueire (PSD) decidiu, educadamente, não ser suplente de Eduardo da Fonte (PP). Em nota publicada na internet, Dueire, que foi o primeiro suplente de Jarbas Vasconcelos (MDB), agradeceu a todos que torceram e apoiaram a possibilidade. Uma vez querido por muitos prefeitos, pode-se fazer a leitura de que Humberto Costa (PT) seja beneficiado pelo movimento.


CONVENÇÃO – E por último, mas não menos importante, é chegado o dia da convenção do PSD, que oficializa a candidatura à reeleição de Raquel Lyra (PSD) e Priscila Krause (PSD). O evento ocorre no Parador, no Bairro do Recife, a partir das 9h. Uma certeza: o único Coelho presente, de maior expressão, será o Daniel – e não os de Petrolina. 


PINGA-FOGO: Quem ganha mais com a escolha de Eduardo da Fonte para o Senado: Raquel Lyra ou João Campos?


Fonte : Blog do Elielson.

 
 
 

Brito

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