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Após decisão judicial, Cidadania fará reunião para organizar o partido

Brito
7 de fev.
2 min de leitura

O presidente licenciado da legenda em Pernambuco, João Baltar Freire, afirmou que haverá uma reunião do comando da sigla na próxima segunda-feira (9). O encontro visa rearticular o quadro interno do grupo. Em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, nesta sextas (6), o chefe estadual declarou que a definição da Executiva que assumirá o partido não está aberta à discussão, pois foi determinada por decisão judicial. 


Quando o mandato do ex-ministro Roberto Freire como presidente nacional do Cidadania foi encerrado, o dirigente Comte Bittencourt foi eleito para assumir o posto. Porém, quando a legenda enviou os documentos de registro da nova diretoria para o cartório, o órgão alegou uma tentativa de fraude. 


Comte entrou com um recurso para reverter a decisão, contudo, em dezembro do ano passado, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) determinou o retorno de Roberto Freire ao cargo de dirigente do Cidadania, e anulou a mudança no comando da sigla.


Segundo a decisão do processo, a Comissão Executiva do partido deveria ter instaurado um procedimento disciplinar no Conselho de Ética para redefinir a chefia da legenda, mas isso não foi feito. 


De acordo com Baltar, o contexto da saída de Roberto Freire da Presidência do Cidadania envolveu posições políticas divergentes. Uma ala do partido apoiavam a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já Roberto Freire defendia o apoio a um nome alternativo.


“Uma corrente do Cidadania liderada pelo presidente Roberto Freire e a bancada de deputados achava que era necessário criar uma alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro. Mas uma direção partidária formada por dirigentes oriundos do antigo Partido Comunista queriam a reeleição de Lula ", esclareceu João Baltar Freire. 


Após a decisão, Roberto Freire retornou e os antigos líderes retornaram aos postos de liderança do partido. Por isso, João Baltar Freire voltou a chefiar o partido em Pernambuco. 

Ele estava licenciado do cargo após o partido decidir pela construção de uma federação entre o Cidadania e o PSB, levando a legenda para um campo mais progressista. Baltar faz parte da base de aliados da governadora Raquel Lyra (PSD), e não concordou com a federação, optando por se afastar do posto. 


Com a volta de João Freire ao seu antigo cargo, o presidente licenciado defende que o partido retorne a um posicionamento mais à direita, com o rompimento da possibilidade de federação entre o Cidadania e o PSB.


“Politicamente o Cidadania não seguirá com o PSB. Inclusive, o próprio prefeito (do Recife, João Campos), me parece, não ter tanto interesse nisso. O Cidadania fez um movimento, mas não teve reciprocidade”, explicou. Baltar também esclareceu que todos esses movimentos políticos serão melhor articulados na reunião da próxima semana. 


Retirando a possível de união da legenda com o campo progressista, João Baltar Freire sinaliza que o Cidadania poderá se consolidar com a governadora do estado, Raquel Lyra (PSD). “O Cidadania local vai fazer o que Raquel diz, ela é nossa líder”, afirmou.


Na análise do dirigente do partido, a estratégia do Cidadania, tanto a nível nacional quanto estadual, é romper com a polarização política do país. 


“Ela (Raquel Lyra) se elegeu sem rótulo, e governa sem rótulo. O que importa é se o resultado para a população é bom”, exemplificou João Freire.


Fonte : Blog da Folha de PE.

 
 
 

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Brito

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