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Apesar dos números do PSB, Pernambuco se mantém à direita

Brito
1 de nov. de 2024
2 min de leitura

Governadora e prefeito do Recife foram os principais cabos eleitorais no pleito. Fotos: Júlio Gomes/LeiaJá


As eleições municipais deram o tom e firmaram a centro-direita como principal cor político-partidária no Brasil. Em Pernambuco o cenário não se difere, apesar da primeira colocação do PSB, partido de centro-esquerda, entre os vereadores eleitos. Com 316 parlamentares municipais da sigla, o número não é suficiente para garantir a ampla maioria da esquerda no estado. Juntos, o PP, Republicanos, PSDB, PSD, MDB e Podemos somaram 2.315 vitórias, contra 685 ganhos do PSB, PT, Avante, PV, Solidariedade, PDT, Rede e PCdoB. 


Isso se dá, muitas vezes, por uma pré-disposição dos municípios seguirem a orientação política do Executivo Estadual. É o que explica o cientista político e pesquisador Antônio Fernandes. “Quando nós olhamos os resultados das eleições municipais, o alinhamento ao governo estadual é um fator importante a ser considerado. Ou seja, o partido do governador geralmente conquista um número importante de prefeituras, o que não necessariamente significa que todos estão ideologicamente alinhados, mas que muitas vezes os executivos locais se alinham estrategicamente ao executivo estadual para uma melhor interlocução e conquista de recursos e projetos importantes”, diz Fernandes. 


Ele diz ainda que essa mudança partidária que aconteceu em Pernambuco. A entrada de Raquel Lyra (PSDB), depois de quatro mandatos do PSB, já colheu alguns resultados, dois anos após sua eleição. 


“Não por acaso, apesar da queda vertiginosa do PSDB no âmbito nacional, perdendo quase metade das prefeituras que conquistou em 2020, em Pernambuco o partido foi de 5 prefeituras para 32. Por ser o partido da governadora, existem motivos para esse crescimento. O PSB, por outro lado, teve uma queda de 53 prefeituras para 31, o que também pode ser parcialmente explicado pela saída do partido do Palácio do Campo das Princesas”, ponderou. 


Horizonte para 2026 ainda é incerto em Pernambuco

Porém, mesmo com todas essas mudanças, o cenário não torna nada certo para 2026, apesar das constantes especulações. Desde a vitória de João Campos (PSB) na capital, com mais de 78% dos votos, a expectativa é grande para que ele dê o pulo da prefeitura para o Palácio. 


Mas Antônio Fernandes afirma ainda que não há relação direta entre as eleições municipais e as majoritárias. “Entretanto, os desenhos locais estão muito mais relacionados à situação ou oposição ao governo estadual do que uma relação apenas ideológica. Em eleições presidenciais, por exemplo, a maioria do eleitorado do Estado tem optado por candidaturas mais à esquerda”, pontua o especialista. 


Fonte: BLeiaJá.

 
 
 

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Brito

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