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- Brito
- há 2 horas
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Os áudios do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) em conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro divulgado ontem pela The Intercept, onde o senador faz uma cobrança em dinheiro a Vorcaro na ordem de mais de R$ 150 milhões para apoiar um filme sobre o ex-presidente, foi um abalo na campanha do presidenciável. Para se ter uma ideia do estrago, ninguém sabe nem o que dizer a imprensa (entre os aliados).
O caso como que uma novela, lembra bem de um fato da política brasileira no ano de 2002. Naquela época, Roseana Sarney (então pelo PFL) e filha do ex-presidente José Sarney, era pré-candidata a presidente. Roseana chegou muito próximo ao candidato do PT, Lula, e estava em ampla vantagem sobre o pré-candidato do PSDB, José Serra. No mês de abril, a Polícia Federal deflagrou uma operação na sede da empresa Lunus Participações, onde se apreendeu uma grande quantia de dinheiro vivo.
A operação terminou acabando com a pré-candidatura de Roseana Sarney que viu sua popularidade nacional que estava em ascensão, se esvair. Agora, algo parecido cai no colo de Flávio. Justamente no mês de maio, na véspera do período eleitoral e com cobranças da esquerda, mas também da direita.
Ainda não se tem noção do que possa vir a ocorrer e nem se o que foi divulgado é o bastante para acabar com os planos de Flávio e também do PL. Mas que caiu como uma bomba ainda sem mensurar o tamanho de seus efeitos, caiu.
Receio
Existe um certo receio de que a denúncia feita pelo The Intecept atinja de vez a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência. Mas não apenas isto: que atinja também pré-candidaturas de seus aliados nos estados. Isso após uma semana em que a direita foi extremamente atingida: semana passada uma operação envolveu o senador Ciro Nogueira (Piauí) que tinha seu nome cotado para a vaga de vice de Flávio.
Tudo tranquilo
Aqui em Pernambuco, por enquanto, tudo tranquilo. A governadora Raquel Lyra (PSD) acena vez ou outra a possibilidade de apoio a candidatura de Lula. Já João Campos (PSB) é o nome oficial para a disputa do PT e do PSB. A via alternativa é Ivan Moraes (PSOL). Nenhum assume para si um discurso de direita, e nem tampouco um aceno a Flávio Bolsonaro. Logo, ninguém tem que se justificar ou prestar esclarecimento ao eleitor.
Posição
No entanto, o PL já afirmou e pretende disputar o Senado com o presidente estadual da legenda, Anderson Ferreira, cabendo a ele a tarefa de defender o presidenciável Flávio Bolsonaro. Ontem Anderson Ferreira, usou suas redes sociais para repostar o vídeo do senador e pré-candidato ao Planalto em um repost.
Cobrança
Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) não deixaram passar em branco o áudio de Flávio Bolsonaro. “Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Borcaro é imperdoável, é um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, disse Zema.
Transparência
“O senador Flávio Bolsonaro deve responder aos questionamentos sobre o financiamento do filme e as relações com o dono do Master. Tudo que envolve Master e cifras milionárias precisa ser tratado com transparência para a população" indagou Ronaldo Caiado.
Tira o Flávio
Ricardo Sales, deputado federal do Novo, disse em um grupo de whatsapp que o melhor caminho era trocar Flávio por Michele Bolsonaro, caso Flávio venha a perder tração por conta da reportagem.
Defesa
Aliados do presidenciável Flávio Bolsonaro em Pernambuco, minimizaram a reportagem divulgada pela The Intercept. O Coronel Alberto Feitosa, disse em discurso da Assembleia Legislativa que "Patrocínio não é mesada! Muito menos crime". Para Feitosa, tudo não passa de uma narrativa.
Retorno
O vereador Marco Aurélio Filho retornou ao primeiro escalão da Prefeitura do Recife. O parlamentar reassume o comando da Secretaria de Direitos Humanos e Juventude, pasta que já havia liderado anteriormente. O convite foi feito pelo prefeito Victor Marques.
Fonte: Blog do Silvinho.



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