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A vaga cobiçada

  • Brito
  • há 38 minutos
  • 3 min de leitura

A montagem da chapa majoritária da governadora Raquel Lyra entrou em sua fase decisiva e, ao que tudo indica, apenas um ponto permanece fora de qualquer discussão. A permanência da vice-governadora Priscila Krause é tratada como uma definição consolidada no núcleo político do Palácio do Campo das Princesas. Parceira de primeira hora da campanha vitoriosa de 2022, Priscila conquistou a confiança da governadora ao longo da gestão e, internamente, sua recondução é vista como um movimento natural para garantir estabilidade política e administrativa ao projeto de reeleição. A outra definição praticamente encaminhada é a indicação do deputado federal Túlio Gadelha para uma das vagas ao Senado. A escolha atende a uma estratégia de ampliar o alcance político da chapa, permitindo ao palanque governista dialogar com diferentes segmentos do eleitorado e evitar rótulos ideológicos que possam restringir sua capacidade de atrair apoios em uma disputa que promete ser altamente polarizada.


Se essas duas peças parecem praticamente encaixadas, a segunda vaga ao Senado continua sendo o principal foco de tensão dentro da base governista. A cadeira foi reservada à Federação União Progressista, mas o impasse sobre quem será o escolhido permanece sem solução. De um lado está o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual da federação e responsável por conduzir uma das estruturas partidárias mais robustas de Pernambuco. Do outro aparece o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, que reúne a preferência pessoal da governadora para compor a chapa. O dilema se intensificou porque Raquel, segundo interlocutores, ofereceu por duas vezes a vaga a Eduardo da Fonte, sem que houvesse uma definição. Diante da ausência de um entendimento, passou a construir uma alternativa em torno de Miguel, movimento que acabou ampliando o desgaste interno e transformando a escolha em um delicado exercício de equilíbrio político.


A dificuldade reside justamente na legitimidade dos dois postulantes. Eduardo da Fonte reúne os argumentos partidários ao controlar a federação em Pernambuco e reivindicar o direito natural de indicar o nome para a disputa. Miguel Coelho, por sua vez, apresenta um ativo igualmente relevante: a afinidade política com a governadora e a avaliação de que sua candidatura poderia ampliar o alcance eleitoral da chapa em regiões estratégicas do Estado. Nenhum dos dois abre mão da pretensão, e ambos contam com apoios importantes dentro e fora de seus partidos. O resultado é um impasse que extrapola a simples definição de uma candidatura, envolvendo também a preservação da unidade da base governista para uma eleição em que cada aliado terá papel decisivo na construção dos palanques regionais e na mobilização eleitoral.


O relógio, porém, joga contra todos os envolvidos. A convenção partidária marcada para o próximo dia 1º de agosto exige que a governadora apresente sua chapa completa, tornando inevitável uma decisão nos próximos dias. A reunião realizada na última segunda-feira entre Raquel Lyra, Fernando Filho, Eduardo da Fonte, Antonio Rueda e Ciro Nogueira serviu para colocar todas as cartas sobre a mesa e estabelecer um prazo para a construção de um consenso, que, em tese, se encerraria nesta quarta-feira. Ainda assim, o cenário continua longe de um desfecho tranquilo. Seja qual for a escolha, um dos dois grupos sairá frustrado, e caberá à governadora administrar as consequências políticas de uma decisão que poderá influenciar não apenas a composição da chapa, mas também o nível de engajamento de aliados fundamentais durante a campanha. Em política, tão importante quanto escolher é encontrar uma forma de manter unidos aqueles que não foram escolhidos.


Apoio – O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), recebeu, nesta terça-feira (7), o apoio do ex-prefeito de Camaragibe, João Lemos (Solidariedade), durante encontro que também contou com a presença do pré-candidato a deputado estadual Ednaldo Moura (PSB). Com quatro mandatos à frente da Prefeitura de Camaragibe, João Lemos reforça o palanque socialista na Região Metropolitana do Recife, ampliando a articulação política de João Campos na disputa pelo Governo do Estado.


Aprovação – O líder da maioria na Câmara dos Deputados, Silvio Costa Filho (Republicanos), comemorou a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 41/2026, que prevê a destinação de R$ 15 bilhões, ao longo de dez anos, para ações de combate ao feminicídio e à violência contra meninas e mulheres. Durante a votação, o parlamentar defendeu a proposta e destacou que os recursos fortalecerão a rede de proteção, com repasses para estados, municípios e o Distrito Federal destinados à prevenção, acolhimento às vítimas, qualificação de profissionais e campanhas educativas.


Modernidade – Enquanto a sede da prefeitura passa por uma reforma, a gestão do prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, viabilizou um centro administrativo que funciona no Camará Shopping. A iniciativa garante modernidade e infraestrutura para o funcionamento efetivo da gestão.


Inocente quer saber – Quem será o indicado da União Progressista para o Senado na chapa de Raquel Lyra?


Fonte : Blog do Edmar Lyra.

 
 
 

Brito

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