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A nova governabilidade de Raquel Lyra no PSD

Brito
15 de mar. de 2025
2 min de leitura

Raquel Lyra e Gilberto Kassab. Foto: Rachel Andrade/LeiaJá


A entrada de Raquel Lyra no PSD, na última segunda-feira (10), não pegou ninguém de surpresa. O movimento, que já vinha sendo cantado há uns meses pelo então presidente estadual do partido, o ministro André de Paula, aconteceu em um momento, considerado por muitos, oportuno. As entregas que a gestão estadual pretende realizar ao longo de 2025, até as eleições, são uma forma de fortalecer a sigla no estado, já que não possui deputados estaduais nem federais. 


No entanto, a entrada da vice-governadora, Priscila Krause, no PSDB, essa sim foi uma surpresa. A filiação aconteceu no domingo (9), mas a decisão foi tomada apenas no dia anterior. Essa “moeda de troca”, como pode ser chamada, foi uma forma de manter o partido tucano debaixo das asas do governo, garantindo o apoio para 2026.


Ampliação da frente 

De acordo com a cientista política, Priscila Lapa, uma movimentação como essa, juntando o PSDB e o PSD, em Pernambuco, “amplia capacidades e possibilidades”. “Esse movimento de filiar Priscila no PSDB foi justamente para manter um pé ainda dentro desse conjunto de forças”, explica. 


A especialista avalia, portanto, que essa migração para outro partido é dada como uma estratégia inteligente, já que Lyra mantém sua base larga, mas agora estando em um partido que pode alavancá-la para os holofotes nacionais. “Então, dentro daqueles que não farão um movimento de migração, acompanhando esse movimento da governadora, ela consegue manter ali uma base animada dentro de uma outra legenda, que tem suas características, que tem o seu espaço constituído”, conclui. 


A exemplo disso foi a reunião que Raquel e Priscila realizaram, na última quarta-feira (12), no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo do estado no Recife, com os mais de 30 prefeitos do PSDB. Entre eles estava Rodrigo Pinheiro, reeleito em Caruaru, no Agreste, reduto eleitoral de Raquel. A pauta principal da reunião era justamente garantir a lealdade dos gestores municipais à governadora, cujo nome ajudou na eleição de diversos deles, como o próprio Pinheiro, ou Severino Ramos, em Paulista, no Grande Recife. Procurado pelo LeiaJá, Ramos confirmou que seu pensamento atual é continuar no PSDB. 


Governabilidade 

Um dos desafios agora para Raquel Lyra, tanto como governadora quanto como presidente estadual, é aumentar e fortalecer o PSD em Pernambuco. Com 19 prefeitos e 219 vereadores eleitos em 2024, a sigla terá um longo trabalho para 2026, já que o partido não possui deputados federais nem estaduais no estado. Além disso, sua relação com a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) também precisará de atenção, para evitar mais desgastes. “Mas esse mesmo processo que já tá começando a acontecer, de migração de base de prefeitos, certamente isso também haverá dentro da Alepe”, disse Priscila. 


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Fonte:Leiajá.

 
 
 

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Brito

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