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A direita sem o seu maestro fica à deriva

Brito
27 de jun.
2 min de leitura

A crise entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro vai muito além de um desentendimento familiar. Pela primeira vez desde que Jair Bolsonaro deixou de ser o principal protagonista eleitoral da direita, o PL passa a transmitir uma imagem de desorganização.


Sem o ex-presidente atuando diretamente na condução do grupo, as divergências internas ganharam as redes sociais e abriram espaço para questionamentos sobre quem, de fato, lidera o projeto político da direita.


O eleitor mais fiel ao bolsonarismo dificilmente mudará de posição por causa desse episódio. Mas a eleição não é decidida apenas pela militância. Existe um eleitor de centro e outro conservador menos ideológico que procura segurança, unidade e liderança.


Ao se deparar com conflitos públicos entre Michelle, Flávio, Eduardo e outros aliados, escândalos e investigações, esse eleitor pode começar a buscar alternativas que transmitam mais estabilidade.


O desgaste parece não estar apenas na relação familiar. A impressão que dá é de que a direita ainda procura um comando sem Jair Bolsonaro no centro das decisões. E o tempo começa a se afunilar. Ou se administra a crise dentro de casa ou o resultado pode ser o mesmo de 2022.


APOSTA NO SERTÃO – João Campos começa a desenhar seu time para o interior e aposta em Ricardo Rocha para reforçar o PSB no Sertão do São Francisco. Ex-secretário de Infraestrutura de Petrolina, Rocha confirmou a pré-candidatura a deputado estadual e chega com a missão de ampliar a presença socialista na Assembleia.


AVANÇO NA RMR – De olho em ampliar sua capilaridade fora do Sertão, Miguel Coelho recebeu o apoio de um grupo de vereadores de Olinda. A movimentação fortalece sua presença na Região Metropolitana e indica que o pré-candidato ao Senado segue articulando alianças estratégicas para ampliar sua influência política.


FRASE DO DIA: “Tem muita gente querendo nos dividir pelas cores. A gente não vai aceitar essa divisão. Querem dividir a gente do governo federal, e isso não vai acontecer”, disparou Raquel Lyra.


RÁPIDAS


PONTO DE ENCONTRO – O -ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, será o entrevistado deste domingo no Ponto de Encontro. A conversa abordará o cenário político nacional, as eleições de 2026 e os principais desafios do país.


SOLIDARIEDADE – Antes de tratar da agenda do governo, Lula prestou homenagem às vítimas dos terremotos na Venezuela e determinou o envio do ministro da Defesa, José Múcio, para avaliar como o Brasil poderá auxiliar o país vizinho.


CHAMOU ATENÇÃO – O apoio de Cícera Cruz, presidente da Fetape e filiada ao PT, à reeleição de Raquel Lyra foi um gesto que destaca uma aproximação da governadora com um segmento tradicionalmente ligado à esquerda e amplia sua base no campo.


ATÉ BREVE – Hoje, Eu, Guilherme Camilo, me despeço deste espaço com o coração grato. Chega ao fim meu ciclo na titularidade das colunas de sábado. Meu muito obrigado ao amigo Elielson Lima pela confiança e a você, leitor, pelo prestígio a cada semana. A certeza é de que este é apenas um até breve. Sucesso ao Blog do Elielson!


PINGA-FOGO: A crise familiar dos Bolsonaros pode virar crise eleitoral?


Fonte: Blog do Elielson.

 
 
 

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Brito

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