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2026 é de quem errar menos

Brito
5 de jan.
2 min de leitura

O calendário virou, o país entrou oficialmente no ano eleitoral e 2026 já nasce com temperatura alta. Estão em jogo o comando do Palácio do Planalto, os governos estaduais, cadeiras no Senado e na Câmara Federal. Diferente de outras disputas, esta começa com um dado central que atravessa todas as esferas: não será uma eleição de grandes ideias disruptivas ou de narrativas espetaculares. Será uma eleição de contenção de danos, onde o erro pesa mais que o acerto e a vitória tende a sorrir para quem souber atravessar o campo minado sem tropeçar.


Em Pernambuco, o roteiro lembra os grandes clássicos do futebol local. De um lado, a governadora Raquel Lyra. Do outro, o prefeito do Recife, João Campos. Dois projetos distintos, duas máquinas políticas robustas e um eleitorado dividido. Tudo indica uma disputa resolvida nos detalhes, no controle do discurso, na capacidade de evitar crises desnecessárias e na leitura fina do humor popular. Não haverá espaço para erro primário nem para pautas que não dialoguem com a vida real do eleitor.


No plano nacional, o cenário também exige cálculo. O presidente Lula aparece como polo de estabilidade diante de uma direita que segue errática. A aposta do bolsonarismo em Flávio Bolsonaro esbarra na dificuldade de reorganizar o campo após sucessivas falhas. A mais recente, protagonizada por Eduardo Bolsonaro, ao tentar articular nos Estados Unidos medidas contra o Brasil, terminou em constrangimento internacional e reforçou a percepção de improviso. Mantido esse ritmo, a extrema direita pode acabar pavimentando um caminho confortável para Lula, inclusive com risco real de definição no primeiro turno.


Para deputados federais, estaduais e senadores, o aviso é ainda mais direto. Esta não será a eleição dos grandes eventos, dos formatos mirabolantes nas redes sociais ou das frases de efeito pensadas para viralizar. Será a eleição de fazer conta, entender coeficiente eleitoral, ajustar discurso regionalmente e, sobretudo, não cometer erros que custem caro. Quem confundir barulho digital com voto pode ficar pelo caminho.


O ano começa com uma mensagem clara. Em 2026, o eleitor tende a premiar menos quem promete mais e a punir quem erra além da conta. O passaporte para a vitória não será carimbado pelo brilho, mas pela precisão. Quem errar menos, chega. Quem errar mais, assiste.


Fonte :Blog FalaPE.

 
 
 

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Brito

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